Projeto VIVA +

sexta-feira, 14 de março de 2025

PORQUE TANTA DESMOTIVAÇÃO ?

 

GERAÇÃO Z - PARTE II



Já não é de hoje que a geração Z está se sentindo "perdida", sem foco, desorientada, sem horizonte. Sensações que já começam na infância. A falta de diálogo (de um bate papo), deixa as crianças desmotivadas, até mesmo para tarefas caseiras, como guardar brinquedos e roupas. Mas quando um simples pedido se transforma em cobrança, a criança se sente desafiada. Como não pode vencer sempre, tende à ficar triste, tomando por si que a atitude dos pais não irão mudar. Começa a ocorrer uma guerra fria, com respostas mais secas e tristes, porque nenhum dos lados tem jogo de cintura para "negociar a paz". O reflexo vem justamente da escola, com recados e notas baixas e não adianta exibir o boleto da escola ou fazer cobranças.

Em algum momento, esse trem descarrilou e continua a andar fora dos trilhos, porque os pais nunca chama pra si a responsabilidade de admitir o erro, quando não joga a culpa entre si mesmos. Como cada idade tem sua fase, não é difícil os filhos interagirem com outras crianças (de mesma faixa etária) e de forma involuntária, buscando aliviar sua tristeza, resultante da falta de um maior contato com os pais. Imaginem os filhos chegando na escola com uma despedida não muito afetuosa, ao mesmo tempo que repara nas outras crianças, recebendo uma abraço e um beijo afetuoso. Como acham que os seus irão se sentir ?

Quando os filhos já tem idade (e respectivos critérios de escolhas), tornam-se seletivos na escolha de amizades e namorados(as), cujo os critérios é que irão definir essas escolhas. Não preciso lembrar que a seletividade está relacionada à convivência familiar. Se a convivência (principalmente conjugal), não for estabilizada, não será difícil os critérios se fragilizarem, fazendo com que os filhos partilhem (involuntariamente) sua vida pessoal, correndo risco de se envolverem com drogas (condição que os leva à uma grave desmotivação), podendo tender para depressão inclusive, como uma condição que os faz sentirem-se incapazes de resolver seus conflitos.

Uma das formas, dos pais perceberem que crianças estão se sentindo distante (mesmo estando perto), é quando começam a pedir ou aceitar presentes "extras" ou a visita de determinado parente. Um sinal claro que os pais estão sendo substituídos. Depois reclamam quando as crianças não os recebe com beijos e abraços.

Vale lembrar que os filhos precisam ser estimulados à ter o que pedem, mas por merecimento e por barganha, isto é, tem dar algo em troca para ter direito ao que está pedindo, como obediência, respeito, organização, disciplina ou outras "moedas" que sirva de barganha, com recíproco valor, sempre acrescido com beijos, abraços e palavras de motivação.

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Professor Amadeu Epifânio - PROJETO VIVA+
Corrigindo Passos para um Caminho + Seguro.



domingo, 9 de março de 2025

QUANTO TEMPO AINDA TEMOS ?

 

O QUE ESTAMOS FAZENDO ?

Olá para todos. Apesar da imagem exibir apenas, bombas nucleares, o mundo está ameaçado e sofrendo uma série de eventos cataclísmicos. Entre eles estão guerras, incêndios (como o do Califórnia), furacões, enchentes, enxurradas, tornados, tsunamis, entre outros.  Quando se pensa que foi dada uma trégua nas tragédias, eis que surgem outras novas, destrutivas e letais, deixando milhares de pessoas sem teto e sem família. (fora as centenas de animais e espécies que já morreram nessas catástrofes).

Mas o meu recado hoje, está focado nas milhares de famílias, dispersas em seus afazeres e ocupações, cujo os quais não lhes permite tempo bastante para interagirem. Jesus disse que ninguém sabe a hora e o dia em que virá o "ladrão", para que possam proteger sua casa e sua família. Estamos ainda em março, mas não devemos achar que ainda sobra tempo suficiente para interagirmos, pois que ao menor descuido, poderemos ser pegos de surpresa por uma nova catástrofe, desperdiçando oportunidades cruciais, para uma melhor afinidade familiar e melhor critério na escolha de namorados e amizades. Vale lembrar que tal critério é constituído, tomando por base a convivência familiar e não apenas a vontade independente dos filhos.

Não é hora nem o momento para fazer cobranças. Os jovens necessitam de amparo familiar. Necessitam de capacitação profissional para se engajarem no mercado de trabalho. Não trabalhem apenas pelo dinheiro, planejem seus projetos futuros, como uma carreira fixa, casa, família, etc. Se fizerem isso, suas realizações virão antes do que imaginam. Não espere reconhecimento dos homens, mas sempre de Deus.

Não sabemos quanto tempo ainda nos resta, mas devemos aproveitar mais, nossos familiares, as refeições em família, JUNTOS. Isso não é história da carochinha, é um alerta para os tempos difíceis que estão às portas.

O tempo das "vacas gordas" já passou e ninguém aproveitou para "ajuntar" seus bens preciosos. Talvez ainda reste tempo, para aqueles que querem ajuntar o que "sobrou". Só Deus pode ajudar nessa "empreitada".

Não percam mais tempo !


Professor Amadeu Epifânio - PROJETO VIVA+

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quinta-feira, 6 de março de 2025

NÃO DEIXE QUE SEU CARISMA APAREÇA...

 

...SOMENTE NUMA RESSONÂNCIA !


Mostre, demonstre, permita que as pessoas percebam, não esconda. Carisma não é atitude, é resultado consequente e aritmético de nossas ações. Quanto mais positivas, mais reluzente, quando não, mais ofuscante, fazendo com que nos afastemos das pessoas.

Do jeito que o mundo caminha à passos largos, para grandes provações, os quais determinarão nosso destino depois dessa vida, temos uma dívida para com a sociedade, a qual anda perdendo suas referências carismáticas, à fim de solidificar nossas relações sociais e principalmente familiares.

Por vivermos constantemente apressados, acabamos por constituir um fuso horário de atraso, não permitindo-nos compensá-lo de alguma forma e deixando para trás o que realmente mais importa, nossos familiares. Não esconda seu carisma, demonstre, especialmente em casa, dividindo seu tempo, sua vida e principalmente com sua família. Se conseguir convencer seus filhos, de que são parte importante da vida de vocês, terá conseguido uma grande vitória.

Professor Amadeu Epifânio - PROJETO VIVA+
Corrigindo Passos para um Caminho + Seguro.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

GERAÇÃO Z...

 

O QUE ESTÁ FALTANDO ?




Já não é de hoje que os jovens (entre 8 e 14 anos), andam com pouca percepção de futuro.  Apesar de verem já, os pais "lá na frente", com suas vidas constituídas,  não será o bastante para sentirem-se automaticamente motivados.  Eles mesmos não veem isso como fator motivacional, sentem como se ainda lhes faltasse algo.  Toxidade nas relações desestabiliza a percepção de mundo e de futuro, como algo indiferente à vida dos filhos.  Ao término da fase infantil (por volta dos 7/8 anos), os filhos alimentam uma ideia de convivência familiar, se perfeita, harmoniosa, tóxica, etc.  Ao passar para a próxima fase (8 a 14 anos), eles já mantém a ideia que, como está, não muda mais. 

 Porque isso ?  A estabilidade  emocional  é  fundamental  para  nutrir o pensamento  de corresponder - voluntariamente - ao tratamento que recebe em casa (bom ou ruim).  Uma convivência tóxica pode  manter ou  afastar este respectivo  desejo  e  também os estudos,  dificultando ainda  mais  as  relações.  As  notas  escolares  estabelecem  um parâmetro de intensidade, das broncas recebidas ou elogios merecidos.  É preciso que eles próprios tenham o interesse de buscar suas conquistas por vontade própria, sem a necessidade de cobrança dos pais e muito menos ficar exibindo boletos escolares.

Incentivados pelas amizades, jovens  costumam aderir  à  gostos variados por programas e  atividades, quando não,  shows  de  artistas  diversos.  Carência costuma ser  (involuntariamente)  o  grande vilão, à compensar a falta, muitas vezes de diálogo,  ainda  que  os  pais  estejam constantemente presentes.  O home office deveria "preencher" este vazio, mas  o  que  parece  é  que  o  tiro saiu pela culatra.  Foi  como  estar  em  meio  à  multidão, só  que, sem trocar uma única palavra com ninguém que fosse.

          Pais, não  tem  que  cobrar estudos  nem  mensalidade escolar.  O  que  eles          devem fazer é incentivá-los às próprias conquistas, tipo sonho americano brasileiro, como casa, carro, carreira, etc.  Estudo é impulso, dinheiro é   consequência.  Qualificação, uma exigência do mercado.  Promoção, um       prêmio à competência e crescer profissionalmente, um modelo à seguir.       


         

Queres ser rico? Pois não te preocupes em aumentar os teus bens, mas sim em diminuir a tua cobiça.   

Epicuro




Professor Amadeu Epifânio 

PROJETO VIVA+  Corrigindo Passos para um Caminho + 


sábado, 8 de fevereiro de 2025

APOCALIPSE ÀS PORTAS !!!

 

COMO SE PREPARAR ?


O mundo avançou demasiadamente para o que chamamos de destruição global, por várias vertentes, isto é, uma terceira guerra mundial (e nuclear), asteroide em rota de colisão com a terra, terremotos, Tsunamis, erupções vulcânicas, explosões solares, catástrofes climáticas, incêndios e muitos outros.

Nunca o planeta passou por tantos eventos, de forma simultânea, trazendo mortes e destruição, em larga escala.  Milhares de pessoas perderam ou tiveram de abandonar suas casas, deixando moradores sem rumo e sem perspectivas sobre o dia de "amanhã".  

Enquanto o mundo começa a desmoronar, famílias inteiras ainda seguem suas vidas sem se preocuparem, se as suas serão algum dia, afetadas por algum evento cataclísmico. É nessa hora que o foco deve tomar um rumo diferente, no que concerne à preservação (não apenas da vida) mas, de sua ligação para com o Criador, pois que a vida não se encerra aqui, mas tem sua continuidade em outro mundo. 

Estamos sendo, de alguma forma preparados, para lidar com esses eventos, mas de "mãos vazias", ou seja, sem preparo  espiritual ou religioso, quanto à perda de bens e entes, em meio à incêndios, desmoronamentos, enxurradas etc.  Cada faixa etária, dentro da própria família inclusive, conserva seus próprios dilemas, no que concerne à crenças e valores, no âmbito religioso, quanto à preservação da vida.  A convivência familiar é fator predominante nessa questão, sendo ela quem constrói ou "compromete" o futuro dos filhos.  

Enquanto nada se define, o homem torna-se um ser vulnerável diante de todos os desafios que lhe são impostos, como drogas, violência, vícios, convivência tóxica diversa, além dos eventos apocalípticos, cuja presença torna-se  mais intensa à cada dia.  

Não há bens sobre a terra, os quais podemos reclamar para nós como propriedade.  Nem mesmo a própria espécie. Causar dano à outrem, é resultado de distúrbio psicológico, adquirido ainda na infância e "alimentado" até a adolescência. À partir de então, sua personalidade torna-se autônoma e corrigi-la (quando necessário), torna-se uma tarefa difícil.

A manutenção da convivência familiar é essencial para os momentos de crise, fornecendo amparo para reconciliações e base para reflexões espirituais e religiosas, para entender e aceitar as "perdas", principalmente dos entes amados.

Reconstrua sua vida interior, antes de "empilhar" os tijolos.

Deus vê, nossas necessidades, mas também as prioridades.


Professor Amadeu Epifânio

Projeto VIVA+

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

SE A VIDA É UMA GRANDE ESCOLA...

 

COMO CONSEGUIMOS MATAR AULA ?

 


Essa pergunta se responde com uma palavra bem curta:  FOCO !  No que está focando ?   Conquista, promoção.  O que impulsiona seus projetos ? Está em busca de algo ou deixou de perseguir seu propósito ?   A vida sempre nos impulsiona sem darmos conta e sem perceber, estamos diante de mais uma luta, para mais uma conquista.  Não é preciso esperar o momento de "ter" o necessitário, mas tê-lo à disposição, para quando for preciso. 

          Ou seja, não é preciso focar no objetivo final, mas mobilizar os recursos que viabilizarão as conquistas.  Casa (aquisição, aluguel, reforma).  É preciso saber o que queremos, para que nossos anseios venham na forma desejada e completa.  A vida mostra e ensina os caminhos certos, mas precisamos  estar atentos, sobre o que é certo para nós.  É preciso tirar proveito da lição que a vida nos oferece.  Não reaja, guarde sua energia para lições futuras.

        Não falte às aulas da vida.  Essa escola não dá apenas lições, mas também nos dá testes, para avaliar nossa performance. Variadas são as disciplinas, duras são alguma lições, mas não significa dizer que erramos, apenas corrigindo os pontos fracos, para melhor desempenho futuro.

        Sugira os filhos à sugerir às escolas, que mostre com maior amplitude, as aplicabilidades das disciplinas.  Sugira debates à respeito do tema.  Essa prática abrirá horizontes aos alunos, na descoberta de novas carreiras.  A imagem acima já nos sugere mais do que um espaço pedagógico, mas que pode dar os primeiros passos para pesquisas relevantes.  Mas isso só será possível se houver interesse, que só será possível se houver ambiente harmonioso, principalmente no lar.  


Tudo é parte de uma engrenagem, onde para se ter o que deseja, é preciso depender de outros fatores.  Se queremos  que os  filhos se      deem bem na escola, é preciso que haja ambiente favorável. Atritos conjugais sugere insegurança, que os leva à baixo rendimento.

                  Aos pais cabe 3 ofícios:  Criar, educar e formar.  Criar significa nutrir.  Roupa, alimento, brinquedos, vestuário, etc.  É relevante se atentar para a frequência com que tudo isso é fornecido.  Deve-se evitar exageros.  Segundo: Educar: Significa disciplina, respeito, gentileza, solicitude, afago, etc.   Terceiro:  Formação:  É a combinação dos dois  primeiros.  Sabendo nutrir e educar, ter-se-á um primor de formação.

                

                     “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. (Nelson Mandela)

 

                       Professor Amadeu Epifânio

                       Psicanalista Cognitivo

                       PROJETO VIVA+


domingo, 5 de janeiro de 2025

A ALEGORIA DA CAVERNA... (de Platão)


 ...E NOSSAS PRISÕES.



Muitas pessoas se vêm presas no ambiente em que estão, onde vivem e convivem, julgando que apenas os conceitos de outros, são os que na verdade predomina (quando não domina) sobre suas vidas.  Na ânsia de não querer viver sozinhos, muitos se entregam, se deixam levar por outras pessoas, sem saber que também elas, vivem em suas próprias prisões (psicológicas) e consequentemente emocionais.

Convivência familiar, namoros, trabalho, estudo, casamento, em tudo há regras específicas que regem a convivência como um todo, para que não haja conflitos. É prudente refletir antes, sobre os percalços, antes que venham interferir na nossa vida e causar um verdadeiro reboliço, gerando interferências e perda de controle emocional.  

A alegoria da caverna, de Platão, conta a história de homens que viviam voluntariamente aprisionados entre si, dentro de uma caverna, tendo por companhia uma fogueira e as imagens das sombras geradas na parede da caverna, era tudo que eles tinham por referência do mundo em que viviam, sem nenhuma outra "luz" que reluzisse sobre seus discernimentos.  

Até que certo dia, um desses homens se libertou das correntes e foi para fora da caverna, seguindo uma pequena luz que se tornava mais forte à medida que se aproximava da entrada da caverna.  Até então, toda lembrança e conhecimento que tinha de mundo, estava restrito à vivência da caverna, com outras pessoas, além das sombras projetadas na parede pelo fogo.

Assim que alcançou a entrada da caverna, ficou perplexo com o que viu pois, jamais imaginara que pudesse haver tanto, para contemplar.  Ainda sim voltou à caverna para tentar "libertar" seus amigos, contando-lhes tudo que vira do lado de fora, que ia muito além das percepções deles.  Mas relutaram, chamando o amigo de louco e que seria melhor que voltasse a se  juntar à eles.  Mas ele não quis e voltou para fora da caverna.

Aqui cabe uma reflexão à cerca do mundo que vivemos e o que vale à pena nos vangloriarmos, se nossas conquistas individuais ou, nossas conquistas  coletivas (família, amizades, etc).  Não é certo que o homem viva sozinho (ainda que por própria vontade). Cruzamos com centenas de pessoas diariamente e precisamos de outras, constantemente, à fim de suprir nossas conveniências, nas mais diferentes formas, nos restaurantes, transportes, nos diversos tipos serviços, enfim.  Não dá para nos orgulharmos de estarmos sós, necessitando tanto dos outros.

Saia da caverna e contemple mais, o que a vida tem à oferecer.  A vida ensina, diverte, oferece um mundo de opções, para não nos sentirmos sós.  


"Às vezes, a solidão é um convite para se reconectar consigo mesmo".

(autor desconhecido)



Professor Amadeu Epifânio 

Projeto Viva+

sábado, 11 de novembro de 2023

ESTAMOS DESPERDIÇANDO UM TEMPO PRECIOSO...

 

...PARA ESCOLHA E PLANEJAMENTO
DA CARREIRA !

Estamos sempre correndo o risco de cair numa perigosa rotina, não apenas de atividades, mas principalmente de pensamentos, nos condicionando à uma prisão, cuja a chave estamos prestes à jogá-la fora (depois de trancar a porta de nossa cela é claro).

Sem uma vida planejada ficamos à mercê dos pensamentos que vão surgindo no decorrer do dia, com poucas alternativas de solução. Tudo por acreditar que estamos envoltos em algum tipo de conspiração contra nós.

Tudo há de ser planejado: Do namoro à união, da identificação à afinidade mútua; da vinda de uma criança à formação uterina; do nascimento aos primeiros 36 meses, todos sem estresse. Não implica satisfazer todas as vontades. Sê firme na condução do desenvolvimento, sem austeridade, desde o início, para condicionar a criança à obediência, sem rebeldia. Se conseguir passar por esses meses, de maneira plena e com harmonia, as chances de se constituir um transtorno ou trauma psicológico, serão mínimas.

Treine com a criança o exercício de discernimento e o saber julgar, com prudência e racionalidade. Se chegar a dar um celular para a criança, estimule o uso responsável do mesmo como instrumento de pesquisa, tanto na escola quanto em casa. Isso fará com que a criança seja mais seletiva na forma de utilizar o aparelho, sem perder o sono noturno repousante ou ser mais um “paranoico(a)” ansioso(a) com esperas eternas por mensagens que nunca chegam.

Já mostraram aos filhos o local de trabalho de vocês ? Já imaginaram quantas vezes eles desejaram fazer parte disso ? Muitos pais são breves em dizer o que fazem e onde trabalham (como se envergonhasse disso). No mínimo faça uma boa explanação sobre o que faz, aonde faz e leve-os para passar um dia com vocês (ou algumas horas). Lembre-se que os pais são sempre razão de orgulho dos filhos e será preciso muita cautela para não deixar que esta imagem se arranhe logo nos primeiros anos de vida deles.

Sejam pais presentes (mesmo ausentes), porque isso altera e muito, a forma com que os filhos fazem uso do celular, para pior ou para melhor. Sejam modelos, porque aquele velho jargão do “faz o que eu falo…”, já não existe mais. Para eles a imagem tem muito mais valor do que meras palavras.

Lembrem-se que cada faixa etária tem um grau de tolerância específico, para vários fins, como dores físicas e emocionais por exemplo. Se existem momentos em que os filhos se frustram com os pais, os filhos escondem essas dores. Por um lado pode ser parecer positivo, mas por outro, são experiências dolorosas que ficam suspensos no reprimido, sempre à espera de serem extintos. O que é bem mais difícil.

Estudos é para ser valorizado pelos filhos, em vês de serem cobrados pelos pais. Faça os entender sobre a relevância do aprendizado em cada etapa da vida e a única forma de saber se estão aprendendo bem, são pelas notas que tiram. A faixa etária de 15 anos (ou de inclusão no ensino fundamental II), é crucial para iniciar o planejamento da carreira. Durante esta fase eles ficam ociosos e também expostos e vulneráveis à influência de tudo que gira ao seu redor, porém sem entender o quanto isso os prejudica no dia a dia. Está tudo sendo absorvido, porém nada aproveitado.

Incentive-os a descobrir a carreira que irão seguir, porque os próximos passos serão cruciais, como ensino médio e universidade. Deixar para pensar em carreira, somente depois que sai da faculdade, já pode significar um grande atraso e também desperdício. O mercado está carente de profissionais (não de + 1) e as filas de emprego que crescem à cada dia, reproduz bem o que estou dizendo. Curso superior não é sinônimo de qualificação, é preciso mais, para estar capacitado. Empresas estão cada vês mais seletivas e nunca se sabe ao certo o que elas querem e porque querem. A única forma de vencer a concorrência na busca de uma boa colocação no futuro, é se preparando desde já.

A melhor forma de motivar os jovens aos estudos, é dar aplicabilidade ao que se aprende. Onde se pode aplicar, no dia dia, cada palavra e conceito que se aprende em sala de aula ? Porque tenho que aprender isso ? (a pergunta que sempre fazem). Posso sugerir um fórum de debates com alunos, sobre aplicabilidade e destinação do que se aprende na escola, desde o fundamental II. Matérias jornalísticas sobre extração de recursos naturais; A violência como fator impactante; A questão do clima (secas, queimadas, enchentes, ciclones, deslizamentos, catástrofes, etc). Onde estamos errando ? Quais disciplinas podem explicar esses fenômenos e o que se pode fazer ? Enquanto não tivermos uma real noção da realidade que vivemos, qualquer ideia de futuro tenderão para períodos cada vês mais curtos e mais próximos do presente.

¨¨As guerras são sustentadas pelas ideias que às faz existir”. Podemos matar todos os (dito) inimigos, mas jamais faltará quem defenda a mesma ideia e tudo pode vir à tona novamente. Haja vista algumas guerras nunca se extinguem. É como o tráfico ou milícia, já é uma ideia. Não importa quantos líderes morram ou são presos. Não faltará quem defenda a mesma ideia. Enquanto a ideia existir, ninguém estará seguro ! Por essa razão os jovens precisam trabalhar a ideia da carreira desde já e não fazer da própria exposição, uma feira livre para ideia dos outros.



Professor Amadeu Epifânio – Psicanalista Cognitivo – PROJETO VIVA+

domingo, 1 de outubro de 2023

QUE FASE DO RELACIONAMENTO ESTÃO ?

AFINIDADE OU IDENTIFICAÇÃO  ? 


               

                       Identificação e Afinidade são duas etapas do processo de namoro (se é que verdadeiramente houve).  A identificação é o que aproxima pretendentes e de várias formas.  Quanto mais euforismo, maior deverá ser o tempo de namoro, à fim de que ambos possam se conhecer melhor.  Muitos jovens e adolescentes "desperdiçam" esse momento para curtir mais, um ao outro, à fim de saber quais os grupos musicais admira, ouve e assiste. 

                     Entre os adultos não é muito diferente, no que concerne a primeira fase da sua relação, ou seja, uma fase em que cada um dos pretendentes objetiva conquistar a confiança do outro, através do carisma, afeto, sexo, um pouco de neuromarketing (embora nem tenha feito curso pra isso) porém, nada de concreto, ou seja, nada que faça diferença, o bastante para passar para a próxima fase.  

                     Enquanto não se trabalha pela afinidade (que não é da noite pro dia), também não se firma pela manutenção da primeira ou, melhor dizendo, a identificação. Afinidade não se resume apenas em troca de carinho ou fazer sexo.  Afinidade é haver entrosamento, ser gentil, solidariamente mútuo, é planejar juntos a vida que se deseja ter, sabendo que deverá haver sacrifícios à fazer, à fim de conquistar o que se pretende, como casa, local, carreira, profissão, emprego, etc.  Sabendo o que quer, será mais fácil conquistar.

                       Pessoas apostam alto num relacionamento, mas se esquecem de colocar no papel como irão viver.  Depois vem os filhos, de forma não planejada e não preparados para os desafios que virão com esta criança, como assistência médica, pública ou particular e despesas decorrentes.  Voltando à aposta e namoro, continuam apostando alto, de que o outro ajudará à prover tudo que a família precisa no dia a dia.  Mas aposta não significa afinidade e sem ela, não se vai tão longe, isto é, nenhuma relação se sustenta apenas com promessas ou apostas.

                             Afinidade é algo que se pode conquistar, mesmo antes de passar do namoro para a relação propriamente dita, esteja ou não vivendo juntos.  Mas como já havia dito, é um processo lento e a pressa (nesses casos) só atrapalha e retarda planos.  A segunda parte do namoro (não necessariamente afinidade), é onde o casal (em razão do tempo prolongado de namoro), começa à manifestar o temperamento e a personalidade que nutre, bem como os valores que sustenta, os quais poderão ou não, se conciliar com os do companheiro ou companheira, podendo estes, frustrarem-se de forma severa, em relação aos planos (do outro) para uma convivência estável e segura, numa possível vida à dois (ou mais).

                          Portanto, não tenham pressa, não cobrem nem exija do outro, antecipação de decisões que venham à apressar ou procrastinar planos.  Não é preciso estar vivendo juntos para planejar uma relação estável e financeira, de forma que garanta uma vida segura, feliz e confortável.  Se a frustração levar à separação, melhor antes do que depois e sempre se levam lições para ser aprendidas, quanto à aguçar mais, os critérios de seleção de pessoas para relações amorosas, tanto presentes quanto futuras.  Não se força nem se obriga à ninguém a gostar de você.  Deve ocorrer naturalmente.

                     Pessoas agressivas não se corrige, se trata.  Não carece aceitá-lo(a) de volta antes disso, dando nova chance. Não tenha pressa de ficar junto, convivência não é sinônimo de harmonia.         

                  Se quiserem mesmo ter uma vida amorosa estável, sejam gentis, respeitosos e solidários, de forma mútua, também com os filhos e com terceiros (quando necessário).  Se derem um celular para o filho, mesmo ainda pequeno, ensine-os à fazer uso responsável do aparelho, para que não venham à compartilhar informações pessoais para pessoas que não deve.  Ensine-os à fazer pesquisa através do aparelho, transformando o mesmo em instrumento de ensino, em vês apenas de lazer e atraso de vida.

                                Sugira à escola que seu filho estuda, um fórum de debate sobre as possíveis aplicabilidades das lições que seu filho aprende, à fim de evitar as exaustivas repetições anuais, de ouvir sempre as mesmas coisas, que não estimulam ninguém ao estudo. O mundo está em contínua evolução industrial, consumindo recursos naturais imensuráveis e isso envolve diversas (se não todas) as disciplinas que são passadas aos alunos, como química, biologia, geografia, história, física, matemática, além de abrir possibilidades de carreiras. O mercado necessita de profissionais competentes.

                                     


    Professor Amadeu Epifânio - Psicanalista Cognitivo.

      


 

 

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

TODO SER VIVENTE TEM SEU CICLO DE VIDA...


 ... QUE PRECISA SER RELEVADO, PARA O NOSSO BEM.


O ser humano tem se mostrado egoísta em relação às demais formas de vida existente em seu meio (mesmo aquelas que não gosta, como os insetos).  Porque ?  Os tipos de inseto existente, transmitem não apenas doenças, mas informações necessárias e fundamentais para a nossa convivência com eles, mesmo à contra gosto.  Pesquisar e descobrir como vivem, ajuda os humanos à conter uma possível praga se, o ciclo respectivo de uma determinada espécie for contida.

Já com outras formas de vida (não importa o tamanho), leva consigo a natureza de sua forma de vida, concomitante com seu ciclo de vida, o qual se, pesquisado, descoberto e relevado, facilitaria e muito a convivência principalmente conosco (os humanos) e vice-versa.

Acredito realmente que cada espécie de vida deste planeta, está aqui com um propósito que lhes são peculiar e seu ciclo de vida é a forma visível de comunicação com outras espécies, conforme podemos ver, no exemplo da imagem acima, animais e insetos, como os carrapatos que, sem prestar a devida atenção, levam através do sangue dos animais que interagem, seu respectivo DNA para uma nova desova. À partir desse processo, pode até desencadear uma nova doença e ser transmitida à nós, humanos, através de suas picadas.

Só por existir ou tomar parte em certos cenários (como em decomposição de corpo), os insetos passam informações de extrema relevância para a perícia criminal, ajudando na elucidação de crimes, através de informações relativas ao tempo de exposição dos corpos no ambiente em que foi abandonado.  Abaixo, uma pesquisa que resultou em uma planilha pós-morten, também com entomologia.

Assim como os animais, os humanos tem em si uma natureza própria, cuja qual desconheça, mesmo sendo visível para outras pessoas, como personalidade e temperamentos específicos, que só se manifestam em certas ocasiões e que podem causar sérios danos, tanto físicos como apenas emocionais. Percepções de tolerâncias infantis e fetal também são negligenciadas e o resultado costuma ser a presença de transtornos psiquiátricos, em razão de eventos que se transcorreram e só se constituíram pela falta de compreensão à cerca dos fatos, em razão da tenra idade.  

Como podem ver, tudo tem um ciclo e muitos deles poderiam ter sido evitados, se relevados sua natureza primária.  A convivência entre seres de mesma espécie (como nós, humanos), nunca se mostrou tão difícil e até negligente.  Cracolândia, crimes, violência, agressão, são apenas parte de um cenário que só tende à piorar, porque os humanos não buscam saber lidar entre si e não procura entender a natureza, nem mesmo dos filhos, que de si dependem e convivem, para o seu bem estar psicoemocional.  Querem apenas ter, porém não sabem como lidar com sua natureza primária, que assim como em todos, também vivem em função de carência e medo (traduzidos em  insegurança).

Apesar das ameaças de extinção ao nosso planeta, ainda há tempo de nos redimir, pois que seremos julgados, não apenas pelas ações que praticamos, mas pela intenções com que o fizemos. Não esqueçam !


Professor Amadeu Epifânio - Psicanalista Cognitivo