Projeto VIVA +

sexta-feira, 17 de julho de 2015

NOSSOS PRÓPRIOS FILHOS II


 
PROVÁVEL CAUSA DOS DESVIOS DE CONDUTA.
 
Existe um fator comum que engloba todos os comportamentos de crianças, jovens e adolescentes.  Um fator capaz de provocar "terremotos" nas relações familiares e principalmente entre pais e filhos.  Este fator, quando criado, começa à dirigir pensamentos e atitudes, os certos e os errados, os nocivos e também os letais (como ideações e consumações suicidas).
Estou falando de uma coisa chamada de "concepção".   A concepção é a mãe da expectativa e é criada em torno de situações e de pessoas, sejam elas amigos, pais, irmãos e até do futuro.   Criar concepção é uma forma de defesa, enquanto a expectativa (inconsciente e involuntária) determina de que forma a concepção será atendida ou satisfeita.  O grande problema para a grande maioria das pessoas (de todas as idades) é não conseguir fazer parar, depois que a concepção vira expectativa, quando o inconsciente é quem passa à desejar e à perseguir.
Concepção não nasce do nada, de repente.  Em algum momento, em razão de algum evento, a concepção foi gerada, onde através dela se espera que algo ou alguém mude, mantenha, altere, aproxime, distancie, afaste medo ou insegurança.  Expectativas não atendidas ou consumadas podem inclusive levar uma pessoa à depressão, à uma crise de ansiedade ou de pânico. Expectativas (geradas por concepções) provocam mudanças no temperamento, que por consequência, modificam, transformam e altera comportamentos, tidos como até então, habituais.
Podemos afirmar que muitas mudanças de comportamentos de filhos, como alterações de humor arredio, seja uma questão de "configuração do programa" dos filhos, isto é, que algum tipo de vírus (concepção) adquirido precocemente, esteja interferindo na forma de pensar e de agir.   Sinais prováveis do surgimento dessas mudanças pode estar em dois lados opostos e extremos, ou seja, de um lado a aridez das palavras, cobranças e culpas relacionados à alguns infortúnios ou que provoquem mudanças repentinas no planejamento dos filhos, sem prévio aviso.
Do lado oposto temos a introversão, inibição, tristeza, timidez excessiva (quase um estado depressivo). Uma manifestação secundária, alternativa e involuntária (podendo também ser provocado pelos mesmos fatores que na situação anterior, porém, reagido de forma diferente).  Em ambas as reações, as manifestações são, à princípio, involuntárias, em qualquer faixa etária, porque nesses casos o que predomina à princípio é a influência do emocional inconsciente, que defende a expectativa à ferro e fogo e reage quando ela é quebrada.
Todos nós queremos um mundo perfeito, dentro da concepção de cada um, do que seja um mundo perfeito.  É obvio que haverá uma infinidade de formas diferentes de perfeição e todos continuarão à perseguir, alguns em desejo, enquanto outros em atitudes (também variadas).
Porque nossos filhos não podem ser iguais ?  
Costumamos (nós adultos) à monopolizar nossos problemas e transtornos, principalmente quando relacionados aos filhos. Contudo, esquecemos de observar que o que pode estar gerando as mudanças ou os desvios de comportamento, pode estar ligado à um sofrimento específico, no qual não esteja havendo clima para se compartilhar e ainda por cima, ser cobrado o tempo todo à comportar-se da forma que nós esperamos.
A primeira regra ou condição, para verdadeiramente ajudar os filhos é saber ouvir.  Não dá pra sairmos fazendo cobrança, sem antes procurar saber as causas que o levaram à agir e pensar diferente.  Quais concepções foram criadas e em torno de quê ou de quem ?  Evidente que quanto menos aridez nessa abordagem, maiores as chances de haver uma resposta e também sincera, o que nos permitirá (à nós, pais), tomar ciência, apoiar ou corrigir ou fazê-los entender, por eles mesmos, o quão impossível pode ser, alcançar o que idealizaram.
Voltamos à velha necessidade (não de conversa) mas de uma boa proza, como dois grandes amigos ou amigas (e não entre titãs).
Vale lembrar que concepções adotadas por crianças (mesmo bebês ou fetos), em torno de uma situação vivida ou sofrida, podem transformar-se em expectativas "vitalícias" que mais tarde poderão gerar transtornos como ansiedade, pânico, depressão, entre outros.  O que um terapeuta precisa trabalhar, na verdade, são as expectativas remanescentes, que ficaram presas, por anos, no inconsciente, interferindo a vida toda nos pensamentos, projetos, fracassos e sonhos.
Há dois tipos de transtornos, os de natureza psiquiátrica e os que pode ser evitado.  Ambos podem ter a mesma origem, diferenciando-se apenas no tempo que se leva pra perceber e agir.  Sabendo ouvir, pra saber quando agir, até ambos os transtornos podem ser evitados.  Acho que vale à pena pensar à respeito.
 
Amadeu Epifânio - Idealizador
 


domingo, 5 de julho de 2015

PERDÃO


PORQUE, PERDOAR ?



A primeira coisa que nos passa pela cabeça (quando nos pedem para perdoar alguém que nos machucou muito), é a de um pré-julgamento, de que tal pessoa jamais será merecedora de perdão e mais, que passamos à nos alimentar e supostamente consolar nosso coração, com o desejo de que aquela pessoa sofra tanto ou mais do que a dor que ela nos causou.  Não é assim ?

Vejam, há um a série de erros nessas concepções (se me permite dizer).  Em primeiro lugar, considero o perdão, um bem de duas partes, ou seja, a parte destinada a pessoa que deveria receber o perdão e a parte que fica dentro de nós, que se subdivide ainda e de forma simultânea, em duas partes.  Calma, eu explico. rsr   A parte que fica dentro de nós, à que Jesus nos ensinou, precisa deixar sair e de boa intenção, pois que, desta intenção é que sairá o verdadeiro consolo do coração.

Enquanto nos negarmos à perdoar, nosso coração e nosso corpo se enche de mágoa e rancor, além de ainda, buscarmos um falso consolo na esperança de ver alguma punição para o nosso algoz (o que pode levar uma vida inteira ou nunca acontecer).  O Perdão que nos propusermos à ceder, pode nem ser bem recebido de imediato pela pessoa que nos machucou, o que não significa dizer que o perdão que saiu de nós, não teria valor.  Mero engano, pois como disse, o perdão é um bem de duas partes, o que sai do seu coração é tão valoroso quanto ao que deveria chegar ao seu algoz, porém, cada um deles, fazendo o bem que corresponde ao acolhimento recebido.

O perdão (desde que sincero) é, por si só, um grande consolo, pois evita que alimentemos nossa vida com tantas negatividades e que, em razão disso, acabamos por causar dor em outras pessoas, visto que passamos à viver de uma outra forma, carregados de rancor.  É uma seqüência negativa que nos leva à uma vida de dor e angústia desnecessária, além de uma mudança significativa de nossa forma de pensar e de agir.

A suposta liberdade e alívio de todo esse sentimento negativo, não está na possível condenação ou punição de quem lhe machucou, pois que isso nos aliviaria apenas, externamente, mas nossa ferida continuaria aberta por dentro e sangrando, isto é, mexendo com nosso emocional, nos deixando sempre angustiados, só que agora sem entendermos porque (já que o nosso algoz fui punido, deveríamos nos sentir melhores, não é verdade ?).  Este é o engano que todos cometem e vivem suas vidas, mergulhados numa depressão profunda.

Sou uma pessoa que também sofre por meus problemas (que certamente não são maiores que os dos outros), mas por serem só meus rsrs, já me causam bastante dor e sofrimento e que provém também de pessoas conhecidas (daquelas que nunca esperamos que nos pudesse causar tamanha dor).    A dor e o sofrimento eu continuo sentindo, porém, me determinei à não me consumir por causa disso.  É fácil ?  evidente que não, mas encontrei no perdão o alívio necessário para poder realizar este projeto e o meu trabalho profissional, como eletricista.

Quanto à dor e ao sofrimento (por mais que seja e por mais que doam) eu os reciclo nesse projeto, buscando entender melhor o sofrimento de outros e desta forma saber realmente como ajudar, sabendo escolher as palavras certas pra contornar um momento de dor ou mesmo de um pensamento suicida. 
 
Por isso que eu digo (após quase 20 anos estudando o comportamento do ser humano) que a depressão não é, especificamente, uma doença neurológica, mas psicológica, visto que ela foi um dia, gerada por uma expectativa não consumada, mas que ficou presa no inconsciente, esperando lá, por pela consumação de algo que o consciente planejou, mas que se esqueceu de avisar que não está mais interessado na espera.

O perdão é uma necessidade da alma, para aliviar-se da angústia e da dor sentida pelo fato gerador ocorrido, o que, por si só, já é bastante para o nosso coração suportar.  Sinto pena e tristeza pelo comportamento dos que me fazem sofrer e é só isso, nada de raiva ou desejos de vingança ou de punição, do contrário jamais poderia viver minha vida de maneira digna e livre.  Preciso estar bem, para poder desenvolver e cuidar do meu trabalho, tanto profissional quanto deste projeto quanto de minhas filhas, assim como creio que cada pessoa também tem sua vida pra seguir e pessoas pra cuidar.

Liberte-se, converse com Deus, se abra com Ele, manifeste sua dor e peça ajuda pra que o perdão saia de você, de forma limpa e sincera, pra que não acumule dentro de si as duas dores, da que passou e também pelo desejo de punição e vingança aos que o(a) fizeram sofrer.   Conversando com Deus, expondo à Ele o que aconteceu e crendo na sua providência, logo terá sua paz interior, com força necessária para conduzir a vida, da forma como ela se apresenta e não como à desejamos que seja.

O Perdão transforma pessoas, transforma nossa vida, transforma a vida dos que nos causaram dor (pode demorar, apenas por não crerem em Deus e na força do perdão), mas algum dia, com o perdão que conseguimos extrair de nós e passar à eles, também serão transformados. 

A vida não é fácil ?  Ninguém disse que seria.  Hoje estou mais forte do que ontem, pra saber entender e conduzir meus desafios conforme vão surgindo, mas livre, deixando meu coração respirar em paz.  Liberte-se e viva melhor.


                                      Amadeu Epifânio



Contatos:  epifaniodg@hotmail.com                   Fone: 21-96774-1555


sábado, 4 de julho de 2015

KROKODIL - UMA NOVA DROGA...


UM NOVO ALERTA !!!


Prezados, uma nova droga (de poder avassalador), chegou feito uma das pragas sobre o Egito, para fazer algumas pessoas enxergar, que as ideologias, cuja as quais defendem, ainda estão longe de fazer surtir algum efeito benéfico sobre os que estão mergulhados na escravidão do vício das drogas.  É incrível como esta passagem do antigo testamento vem de encontro à esta realidade dura e cruel e pior, que ainda não conseguiu encontrar nenhuma forma de resistência, que pudesse conter seu avanço.

Tal como na passagem Bíblica e através de Moisés, Deus faz cair sobre o Egito algumas pragas, com o intuito de fazer amolecer o coração de um Faraó inflexível em sua determinação, de fazer construir sua cidade, em sacrifício do povo hebreu.  Em nossa realidade, nos portamos feito faraó, à sustentar à todo custo, uma concepção que tornou-se imutável durante anos e, durante anos, a escravidão dos que vivem sob o jugo das drogas, tem se tornado cada vês mai cruel.  Deus também, não fez cair por 10 x a mesma praga.

Estou me referindo ao fato que, desde quando as drogas começaram à fazer parte do universo dos jovens (e põe tempo nisso), sempre se acreditou no livre arbítrio (consciente) dos jovens, tanto para ingressar quanto para tentar deixar as drogas e, quanto mais têm se persistido nesta idéia, mais livre tornou-se o avanço de drogas e traficantes, tanto na sociedade quanto nos lares e famílias e principalmente... nos jovens.

Estivemos durante décadas apostando no mesmo cavalo errado, acreditando sempre estarmos no comando das rédeas da situação e, em meio ao ilusionismo desta crença e, oposto à ela, traficantes tem sido cada vês mais criativos, quando da forma de se fazer chegar a droga aos seus pontos de venda.  Já imaginaram se traficantes mantivessem sempre a mesma concepção, de vender droga sempre da mesma maneira ?  Estaríamos livres desta praga.

Mas infelizmente pra nós, eles não pensam como nós, não ficam ociosos e não perdem tempo trabalhando de maneira única, tornando-se sempre, previsível e vulnerável.  De tão lentos, estamos nos tornando PREVISÍVEIS, dando à eles a plena liberdade de fazerem sempre, o que quiser e à hora que bem entende, mesmo diante da repressão policial (sempre um passo atrás).   Quando a polícia consegue descobrir um laboratório de refino de coca ou uma estufa de cultivo de maconha, significa que muita água já passou por debaixo desta ponte.  Quando descobre que transportavam droga dentro de pneus de caminhão, quantas toneladas já não cruzaram estradas, desta forma ?  Ou seja, quando uma idéia não mais se sustenta, eles não perdem tempo e partem pra outra.   Não podem parar.

Esta nova droga russa, o krokodil, não é apenas uma nova droga.  É mais um ALERTA, de que continuamos inertes (ou retrógrados) neste campo, ao contrário deles, que não estão mais, produzindo drogas, apenas pra manter o vício, pois já sabem que "clientes" não falta e que já estão se dando ao luxo de descartar "velhos" usuários.  Estamos nos tornando (repito) PREVISÍVEIS, permitindo sempre ao tráfico, monitorar nossos passos e saber que muito pouco ou nada tem sido feito para reprimir, psicologicamente, o ingresso dos jovens, na extensa carteira de clientes do tráfico. 

PRAS DROGAS TER SEUS DIAS CONTADOS,

SÓ É PRECISO UMA COISA:

Se for possível mobilizar uma campanha mundial em torno deste objetivo, as drogas (e tudo que ela financia ou dela depende) estará em contagem regressiva para a sua extinção. Esqueça discórdia, brigas, desentendimentos, competições mesquinhas, etc.  Chame seus filhos e tenha com eles um diálogo (não entre Titãs), mas entre pais e filhos, entre duas pessoas que se amam e que não estão tendo chances ou oportunidades de demonstrar um ao outro este sentimento.

Será que é possível tomar esta atitude ou vai deixar que a sua arrogância e prepotência faça seu filho ser +1 usuário de drogas.

Copie e envie este texto para jornais, revistas e programas de TV e amigos por todo mundo.  Quanto + divulgado, + adeptos, menos viciados e menos chance do seu filho ou filha ser mais um.  Não é isso que você quer ?

Não caia na ignorância de acreditar que eles escolhem drogar-se por livre vontade.  Se fosse fácil assim, você não decidiria voluntariamente brigar com seu filho, mas mantê-los afetivamente próximo.   Ou estou errado ?
                                                  Amadeu Epifânio
 Contatos:  epifaniodg@hmail.com     Fone: 21-96774-1555       


      

terça-feira, 23 de junho de 2015

OS CAMINHOS SÃO OS MESMOS...

A FORMA DE DIRIGIR É QUE MUDA.




Esta é a sensação quando descobrimos que temos alguma forma de transtorno (psiquiátrico), ou seja, perdidos, sem rumo aparente.  Mas como eu disse, é apenas sensação.  Sensação não é algo real, é imaginário, porém tão determinante que acabamos nos convencendo de que realmente estamos perdidos (vida, sonhos, planos e projetos).   Mas tudo isso é fruto de uma imaginação e portanto, reversível.

É comum nos desesperarmos diante de fatos que não entendemos, nos deixando apreensivos, angustiados, ansiosos, nervosos, irritados, inconformados (quando não, agressivos ou deprimidos) diante deste fato inédito em nossas vidas.  Vejam, todas essas sensações podem ocorrer, sem mesmo termos algum transtorno e, permanecendo a dúvida e a falta de entendimento sobre o episódio inédito, todas essas reações podem até piorar ou agravar-se, é ou não é ?   E pensar que quando tudo começou, éramos pessoas normais, emocional e psicológicamente.

Absorver uma ideia ou informação sem refletir sobre ela, é o mesmo que comprarmos algo dentro de uma caixa, que nem sabemos do que se trata e que somente depois é que veremos se fizermos ou não, um bom negócio (o que, na surpresa, muito difícil que seja bom).  Isso é o que acontece, infelizmente, com uma infinidade de pessoas e o resultado sempre acaba sendo, sempre desastroso.  O que mais transforma a vida de uma pessoa, nem é o fato em si, mas a falta de hábito de se refletir sobre o que está vendo, sentindo, assistindo, percebendo, etc.   

O que mexe com pessoas que carregam consigo algum transtorno, nem é o transtorno em si, mas o fato de não conhecê-lo à fundo, não explorar seu universo, a forma de como ele interfere na sua vida, quais os fatores que costumam desencadear as crises ?  Qual o papel das medicações na sua vida e sua saúde ?  Estão resolvendo à contento ?  

Os benefícios gerados, ao conhecer o que carregamos, seja um transtorno um carro ou mesmo um animal de estimação pela rua, são muito grandes e facilitam a nossa vida, nos tornando pessoas previsíveis, quando de ocorrências que já sabemos de antemão, que poderão acontecer, nos poupando transtornos e constrangimentos.

Se tal reação não pode ser evitada, então não carece que fiquemos o tempo todo pensando quando irá acontecer.  Isso não é prevenção, é sofrer por antecipação.  Por não saber quando ocorrerá uma crise, melhor que se invista este tempo em outra atividade, de forma assídua e de tempo prolongado e quem sabe, desta forma, não acabe esquecendo da crise que nem surgiu ?

Somos partes de duas metades, a consciente e a inconsciente.  Nossos transtornos moram no lado de dentro, no inconsciente e é do lado de fora que apenas sofremos essa influência e interferência na nossa vida.  Apenas, porque o problema não está em nós, externamente falando e, quanto mais ocupados conscientemente estivermos, menos influência receberemos do outro lado.   O que está "doente" do lado de dentro, nem podemos dizer que é algo grave, porém, é algo apenas que não conhecemos e, se não conhecemos, não compreendemos e, se não compreendemos, ficamos emocionalmente perturbados (caindo nas mesmas reações que citamos no começo deste texto, lembram ?).

Fatores ambientais é que desencadeiam as reações neurológicas, que acabam necessitando de medicações (controladas) para conter ou reverter seus efeitos, além de ocupar a cabeça dos portadores, com pensamentos negativos.

Isso tanto pode ser evitado como revertido, refletindo sobre sua vida desde antes o diagnostico até os dias atuais.  Salomão pediu à Deus, sabedoria para governar e Deus lhe deu o desafio de resolver o conflito de duas mulheres que disputavam a maternidade de uma criança, tendo o filho da outra, falecido por sufocamento, enquanto dormia.  A solução rendeu à Salomão, alívio e grandeza.

Cada um de nós carrega seu fardo (ou cruz, como desejar), que no fim terá o mesmo propósito de nos fazer crescer e fortalecer diante dos desafios.  É difícil ?  Alguém disse que seria fácil ?   (sempre lembro da segunda pergunta quando começo à me queixar dos problemas). Facilidade, paz, tranquilidade, depende do quanto consigo compreender minhas adversidades, que não é maior nem menor que a dos outros, apenas diferente e específico para o meu grau de entendimento.

Quando passarmos a entender melhor o mundo que nos cerca, aquelas placas lá encima deixarão de ser de proibição, nos fazendo sentir mais livres e leves.

                                          Amadeu Epifânio

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sábado, 20 de junho de 2015

VERDADEIRAS PALAVRAS...

...PODEM DIZER MAIS DO QUE AÇÕES.
Prezados, a grande diversidade de atrativos existentes hoje, tem afastado os filhos do convívio afetivo em família. Elas convivem, fazem refeições, dormem em seus quartos mas, estão com a cabeça sempre em lugares distantes, por causa desses atrativos, que pode ser tanto a convivência com outras crianças (consequentemente de outros padrões familiares), quanto de preocupações decorrentes de sua vida em família, quanto do mundo que está descobrindo através de celulares e computadores.
Por mais que se tente evitar esses choques (ou conflitos) de ideias, a vida cotidiana não tem dado trégua para se estabelecer um diálogo (ou sermões, na linguagem de algumas crianças e jovens). Mas difícil ainda tem sido a dura tarefa de tentar entender a cabeça das crianças que, ao não aceitar uma situação ou condição, parte logo para manifestações mais ariscas e das formas mais variadas que existe.
Descobrir o que pensa uma criança, pensando como adulto, é algo que tornará esta tarefa ainda mais difícil, pois que os conceitos e ideias, haja vista, são bem diferentes como se estivessem ambos (pais e filhos) e contínuo "fuso horário", com tempos e realidades distantas para ambos. Para entender uma criança é preciso "ajoelhar-se", ou seja, pensar como criança, entender o pensamento dela com as limitações dela, tanto de entendimento quanto emocional quanto psicológico.
É fácil para nós, adultos, fazermos julgamentos à cerca do perfil dos nossos filhos, como sendo imaturos, rebeldes, malcriados, agressivos, respondões, etc., o que para eles pode representar sinal de negligência, desrespeito ou omissão para com a vida, os sonhos, ideias, projetos, expectativas ou perspectivas de querer ver os pais compartilhar igualmente de tudo isso. Trocando isso tudo em miúdo, são ciúmes com os compromissos sempre inadiáveis, em sacrifício do convívio, sempre pra depois.
De forma alguma, este texto tem o propósito de julgar os pais, como ausentes para com os filhos, porém, não podemos negar o fato de que o cotidiano agitado, por vezes estressantes e "atarefado" com inúmeros compromissos, tem nos roubado um pouco (se não bastante), tempo e atenção com os filhos, por considerar-mos que os mesmos sejam antes, imaturos para entender o compromisso e o trabalho exigente dos pais ou, exigentes demais para cobrar atenção, uma vês que computador, escola e celular, podem perfeitamente cobrir nossas frequentes ausências. Até quando ?
Independente da forma de vida familiar, os pais devem fazer com que os filhos saibam discernir e refletir sobre o momento deles em tudo que lhes acontece, ao invés de mostrarem-se intolerantes e inconformados com o que não aceitam. Não importa o que a vida lhes impõe como obstáculo ou adversidade ou mesmo, perda (material, afetivo ou familiar). Tudo é aprendizado, é teste, prova de vida, pra saber se estamos sempre pronto pro que vier à frente, porque os testes que virão, serão sempre mais duros que os que enfrentamos hoje e que revoltar-se só nos faz regredir.
O segundo propósito deste texto consiste em monitorar se tudo isso está sendo aprendido e trabalhado, porque deste aprendizado estaremos evitando um novo usuário de droga, um novo alcoólico, um futuro anorexo ou de outras futuras compulsividades. Trabalhar essas características, pode tanto evitar que venham adquirir alguma forma de transtorno ou mesmo reverter ou amenizar às que possui. Por estas características se adquiri o hábito (involuntário) de dispersar qualquer libido centrada em apenas o lado triste da vida ou de uma doença, possibilitando enxergar e transformar, problemas em degraus de evolução e amadurecimento.
Se nunca conseguiu, foi porque nunca se tentou e quem conseguiu, com todo mérito, experimentou essa experiência. Quem sabe o que chamamos de cura não esteja na oportunidade do problema nos manter ocupados, aprendendo ? Enquanto não tivermos problema, supostamente não teríamos lições pra aprender. Como saber se estamos certos se não experimentamos o erro ? Felizes os que acertam sem nunca terem cometido erros ou deles sobrevivido para aprender e agora fazer do jeito certo.
Isso é o que devemos passar aos filhos, à idade e entendimento deles:
"-Filho, não se revolte, pois virão outros desafios à transpor e se te consumires agora, como enfrentarás os próximos ? Se tiveres à Deus como teu principal instrutor, aprenderás melhor e mais rápido. Não te lamentes o que está passando, pois trata-se apenas de um degrau mais elevado, te exigindo um pouco mais de esforço, mas que te deixará muito mais apto para novas ascenções, elevando teu discernimento e o teu caráter. Seja forte, tolerante e humilde, para com tudo e com todos. Lembre-se que quem revida, perde a razão e aja sempre pela verdade e por tua cabeça e não pela dos outros."
Podemos ocupar a vida dos nossos filhos de forma muito mais proveitosa. Vai nos exigir mais participação e compartilhamento com eles, mas no final, nos deixará muito mais orgulhosos, tranquilos e seguros (tanto nós quanto eles).


                                                              Amadeu Epifânio
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domingo, 7 de junho de 2015

FÉ – É SENTIR O QUE NÃO SE TOCA, APALPANDO O QUE NÃO SE VÊ.


Muitos confundem a questão da fé perante as religiões e diante das tribulações.  Fé, é algo que sabemos que existe, embora não o vemos (tal como acontece com o ar que respiramos).  Sabemos da existência do ar (do oxigênio) por nossa própria sobrevivência e por nossos pulmões (processadores deste importante instrumento de vida que é o ar que respiramos e do qual todos (se não tudo) depende, para sua sobrevivência).

Pois bem, assim como o ar que nos alimenta, nutrimos nossa espiritualidade através da fé.   A fé não é para satisfazer ou suprir (à princípio) as necessidades da carne, mas para alimentar e nutrir nossa alma, sempre que nossas dores sufocar nossa comunicação com Deus.  Assim como no sinal de celular, a fé é o sinal que precisamos sempre manter, para não perdermos nossa comunicação com Deus (não por imposição dêle, mas por nossa vontade e necessidade).

Torna-se cada vês mais oportuno e necessária, a necessidade de estabelecermos nossa comunicação com Deus, através de nossa fé, porque a demanda é grande e as igrejas (todas elas, sem exceção) não tem cumprido seu papel de ensinar ao povo, como manter-se próximo de Deus, fazendo uso principalmente dos seus ensinamentos e da nossa fé. 
Indispensável dizer que a busca pelo melhor equilíbrio entre corpo e alma, faz-se necessário, não permitindo que certas demandas ou caprichos da carne venham dificultar a concentração de nossa fé.

Fé não significa apenas, tomar iniciativa de pedir à Deus repentinamente, por uma necessidade momentânea, o que a vida inteira não tivemos a iniciativa nem de dar bom dia à Êle.  Ter Fé, significa estabelecermos nossa filiação, ligação, aliança com Deus, pois que Deus não é garçom, para nos trazer de bandeja o que pedimos, enquanto apenas ficamos esperando (como na mesa de um bar), pelo pedido que fizemos. 
Mas Deus não é vingativo rsrs e justamente por isso ele te espera para uma proza, pra te conhecer, para então te ajudar, sem mesmo você precisar pedir.  Isso é Fé, é termos o que precisamos, apenas por compartilhar com Deus, nossa vida.

Vejam, podemos nos reportar à Deus para atender à uma necessidade do nosso corpo ou por problemas pelos quais estamos passando, porém, desde que seja para restabelecer e manter nosso contato, para com Deus.  Por isso, de nada adianta alimentarmos nossa vaidade, avareza, ganância, egoísmo, individualismo e tudo mais que venha dificultar nosso “sinal” com Deus, nos deixando fora da “área de cobertura”, impedindo que Deus nos veja, para nos socorrer, pois que não adianta chamarmos por Êle, se os caprichos da carne se sobrepuserem aos do espírito.

É bem verdade que os livros sagrados, como a Bíblia (antigo e novo testamento), foram escritos à muito, muito tempo atrás, porém, não é algo impossível para nós, interpretar e adaptar os textos à realidade dos dias atuais, para que mesmo hoje, as mesmas palavras possa ter a mesma força, com o mesmo propósito, que é o de estabelecer nossa disciplina religiosa, à fim de promover e fortalecer nossa aliança com o Todo Poderoso e Criador, de tudo e de todos, inclusive, de nós.

Prezados, o mais importante numa ideia que defendemos, está nos resultados que ela nos promove.  Manter uma ideia fixa ou uma concepção à cerca de algo é válida, se dela obtivermos resultados positivos, produtivos ou saudáveis. 
Por outro lado, se os resultados alcançados (provenientes de nossa teimosia em manter sempre uma mesma ideia), além de não nos promover bons resultados, ainda por cima, trazem para nós, resultados negativos ou mesmo retrógrados, sinal de que nossas ideias ou a forma de vermos ou de encararmos nossas adversidades, é que precisam ser mudados ou adaptados, o que não se traduz de forma alguma, em insegurança, pelo contrário, que você está sendo capaz de adaptar-se à novas mudanças.
Fé é uma raiz que precisa ser cultivada sempre e não regada apenas quando se precisa.
             Amadeu Epifânio - Idealizador
  Contatos: Facebook (ProfAmadeu Epifanio)