Projeto VIVA +

sábado, 9 de maio de 2015

NOSSOS TRANSTORNOS


NOSSAS NEGATIVIDADES E PESSIMISMOS.                                                     (NÃO É TEXTO MOTIVACIONAL)
Para aqueles que possui uma forma de transtorno (principal e comórbido), está sempre sujeito à uma série de pensamentos negativos, pessimistas e no extremo das forças, automutilações e ideações suicidas, motivado principalmente, pela constância de exaustivas e frustradas tentativas, de se alcançar uma melhor qualidade de vida, para que possa enfim, dar continuidade aos projetos de vida interrompidos ou iniciar novos.  Apenas para conhecimento, todos esses pensamentos negativos, são, na verdade, desequilíbrio de forças entre os lados consciente e inconsciente, onde ambos disputam o tempo inteiro pelo controle do nosso corpo e das nossas ações, tanto racionais quanto impulsivas, dependendo de quem seja o vitorioso num dado momento.  A força colocada neste “cabo de guerra” psicológico, é o prazer que alimentamos de maneira aritmética, isto é, pela constância.


Vou colocar também de uma forma diferente.  Quando fazemos uma vitamina, colocamos no liquidificador, os "frutos" de duas escolhas, os de nossa preferência e o estado delas, isto é, nem maduras ou verdes demais, concordam ?  Em seguida é hora de adocicar, seja com açúcar ou adoçante, onde se espera que o sabor final seja sempre no mínimo, agradável, não é mesmo ?  Se o sabor não fica agradável, é porque algo está errado.  Mas nem sempre corrigir este sabor, pode estar apenas em adicionar mais ou menos açúcar ou acrescentar outras frutas (ou jogar tudo fora e fazer de novo) rsrs. 

Muitas vezes o problema está no nosso paladar, que por mais que desejamos um sabor agradável, não conseguimos, porque estamos alimentando aritmeticamente a persistência numa forma errada de pensar e consequentemente... de agir, o que nos leva à ações involuntárias, interferindo no paladar que nos permitiria saborear um lado melhor da vida.   Pode parecer filosófico tudo isso, à princípio, mas acredite, é onde começa a ponta deste novelo embaraçado, que muitas vezes deixa a nossa vida difícil de levar como gostaríamos. 

Não vou pedir à vocês pra fazer algo grandioso, para mudar este cenário pessimista (nem necessário seria), haja vista que, se está ocorrendo é porque momentaneamente esta batalha interna (essa guerra fria rsr), está sendo perdida em favor do lado inconsciente e, como não é facilmente palpável, devemos vencê-lo com as armas certas.   Pra se ter uma ideia como pensa nosso adversário, ele é do tipo que nos vence, muitas vezes pelo cansaço, pela exaustão, por sua constante e aritmética persistência.  Portanto, devemos dar à ele o gosto do próprio veneno. 

É natural que com o passar do tempo e tomado pelo cansaço (como disse lá encima), começamos à sacrificar o pouco que sobra de nós, privando-nos de fatos e atividades que antes nos deixavam alegres (mesmo que por pouco tempo) mas que agora, nem mesmo desses momentos conseguimos usufruir.  Obviamente que isso não é bom para nós, para acaba fazendo concentrar muita (ou toda) libido, apenas no transtorno e nos pensamentos pessimistas, quando não errados (como ideações suicidas ou automutilações, como cortar-se por exemplo).

Pois bem, eis o “Cavalo de Tróia” que usaremos, não apenas para equilibrar essa guerra, como revertê-la (por muito mais tempo) em favor do nosso lado consciente, isto é, do nosso próprio e palpável controle.  Aquelas pequenas coisas que nos promovia alguma alegria lá atrás, que muitas vezes nos fazia sentir feito crianças livres, sem dores ou sofrimentos, vocês vão começar à retomar e não apenas vês ou outra, mas que seja frequente, praticamente diário. 

Nosso adversário não nos vence com grandes e poderosas armas, ele nos vence pela persistência.  Mesmo uma leve chateação por algo banal, ele acaba conseguindo transformar em aborrecimento e até em tristeza, apenas por persistir, como uma criança que insiste na sua vontade, não querendo saber se pode.  A vantagem no que estou pedindo (e aí que vem o lado bom), está no prazer que já nos causava antes (alegria pura, virgem, ingênua) e, quanto mais insistirmos na frequência aritmética, mais sentiremos o benefício dos frutos, nos deixando mais tranquilos, menos tensos, menos amargos, porque essa “guerra fria e silenciosa” estará sendo vencida em nosso favor, melhorando o nosso “paladar”, para saborear melhor, o lado melhor da vida.

Eu quero que acredite na certeza dessa vitória.  Mesmo sendo parte de dois seres, podemos minimizar ao máximo toda influência que constantemente recebemos deste outro lado obscuro, silencioso, porém forte e determinado, mas que sua força não é absoluta nem maior do que lado que usamos e conhecemos, pois ela apenas interfere diante do momentos de fraqueza,  quando nos debilitamos diante, mais do desconhecido do que o que conhecemos, mais da nossa intolerância do que da nossa vontade.  Nossas armas contra o inconsciente, que podem ser trabalhadas à todo instante são:  Resiliência e Persistência, mais nada. Fazendo uso delas, podemos vencer qualquer guerra fria, quente, gelada, não importa.  Basta acreditar e seguir. 

Isso não é palestra motivacional, é uma realidade possível, que não depende de ninguém, além de nós mesmos.  Assim como o texto anterior, que fala do quanto somos mais fortes do que imaginamos.  Estou agora provando isso à vocês.

Quero também que se conscientizem de uma coisa que vou deixar aqui e que olhem para esta mensagem várias vezes se necessário, até que se convençam.


Peço à todos que divulguem, imprimem esses textos e levem e os ponha em murais, em suas igrejas, em seus locais de trabalhos, para serem lidos em seus grupos de orações (e aí sim, como uma motivação) para que saibam que nada acontece sem a vontade Deus.

Obrigado à todos e que Deus os ilumine.   Amém ?


                                   Amadeu Epifânio
PROJETO  VIVA+
 Corrigindo Passos Para um Caminho + Seguro.

sábado, 2 de maio de 2015

SOMOS MAIS FORTES...


... QUE A NOSSA VÃ CONSCIÊNCIA IMAGINA.
 

Prezados amigos e estimados leitores.

Nenhuma pétala de flor cai, nenhum pedaço de galho seco se desprende da árvore, sem o consentimento de Deus.  Digo isso porque (ainda que muitos não aceitam) os desígnios de Deus nos presenteia e está presente com dádivas, que embora (por sua dureza aparente) não nos permite ver, além de sempre nos favorecer de alguma forma.  Os ventos sopram forte sobre as folhas das árvores, não para machucá-las, mas para fortalecê-las e torná-las ainda mais resistentes à ação do tempo.  Os obstáculos e as dificuldades nos tornam ainda mais fortes, para aceitarmos e lidarmos melhor, com outras adversidades.
Com toda certeza, o transtorno de cada um de vocês não há de ser nenhum algoz, mas um vento que (o)à tornará ainda mais forte.  Só depende de como o vemos e sentimos.  Uma rajada de vento passou pela minha vida uma vês e (parecendo que se instalou em definitivo) acabou por fortalecer-me para outros grandes desafios que estavam por vir, tanto que muitas vezes esquecia dele, até que uma brisa sempre me lembrava, não como um sinal avisando que me atormentaria outra vês, mas que apesar disso, estava conseguindo lidar com outros ventos (que para nós, sempre parece mais, como tempestades). Não é assim ?
Cheguei mesmo à lembrar do filme “A volta do todo poderoso”, quando fala das oportunidades e pensei se não seria o caso, não que Deus estivesse me dando força bruta, mas sim a oportunidade de mostrar-me do quanto tem me fortalecido, no exercício com essa rajada de vento, de natureza pessoal e também familiar.  
Não preciso ser forte (tipo musculoso), para suportar transtornos, depressão e preconceito dos que não entendem minha realidade (talvez porque elas não merecessem ser provados e forjados no calor de uma batalha) da qual deve todos os dias me orgulhar, porque Deus não está me dando fardo ainda maior e sim, me dando condição de suportar este e outros fardos (provavelmente de pessoas que precisam de nós).  A força que mais precisamos, é à que vem de Deus (não importando se acreditemos ou não).
Hoje chego a conclusão que, se for analisar bem, pessoas que não tem transtorno e preconceitua tanto, não teriam eles a menor condição de suportar o mínimo do peso, que advém  de qualquer probleminha que o cotidiano os impõe, se desesperando, se irritando, ofendendo pessoas por julgar que seja sempre os outros, os culpados por seus infortúnios.  Hoje já não veria esses problemas com mesmo foco.  Tendo minha tolerância e meu discernimento elevado (em razão do exercício nas minhas batalhas maiores), trataria qualquer problema hoje, com mais tranquilidade.
Não, não sou portador de nenhum transtorno, mas que nem por isso posso dizer que minha vida tem sido menos difícil dos que aqueles que o possui.  Problemas de ordem pessoal e até familiar, me causaram dores extremas, ansiedade (à ponto de também tomar antidepressivo), alguns momentos que cheguei à pensar em ideação suicida, ou seja, muitas das sensações pelas quais passam as pessoas com transtorno.  Mas hoje, chego à conclusão que estava sendo preparado para batalhas ainda maiores e já com possibilidades de lidar com outras menores.
Tudo está na forma de como olhamos para o espelho, de como vemos nossa face e nosso semblante, se com pena de nós mesmos ou com a de orgulho, que mesmo aquele semblante estando com todo ar de cansado ou desgastado, é para mim, não só lembrança de uma batalha árdua, mas principalmente vencida com muito orgulho, que não importa o que digam e sim o que sou, o que penso, o que faz de mim uma pessoa muito mais forte (embora ainda não tivesse me dado conta).  É o leão que mato todos os dias, já deixando outro amarrado pro dia seguinte.
E quanto aos que me discrimina, o que conseguem suportar ?  Em quanto tempo se entregariam à derrota ?  Sim, sou diferente, hoje me sinto bem diferente deles, não porque carrego um transtorno ou uma tempestade, mas porque me sinto verdadeiramente bem mais forte dos que me chamam de fraco.  Tenho hoje um discernimento que me garante certa tranquilidade de lidar com problemas que antes pareciam insolúveis.  Nossa força (à que vem de Deus), pode se traduzir em pura sabedoria, semelhante à que foi dada à Salomão e à Davi;  à que foi dada à muitos reis é à desprezaram, porque acreditam na própria sabedoria, que os levou à ruína e a perda, deles e à de seus reinos.
Muitos ainda não se deram conta, do que já são capazes de fazer e realizar.  Nem é preciso passar sofrimento por anos, por causa do transtorno que tem, para se sentirem capazes, pois se está passando é porque foi escolhido(a) para fazer parte de uma elite de pessoas especiais, de soldados especiais, muito mais fortes e resistentes do que outros (que alimentam sua utópica fortaleza, somente dentro do próprio ego).  
Comece à testar os resultados já obtidos e verás que uma mudança de ótica sobre as feridas (da alma) que ganhastes, o(a) fará mudar de ideia.  Se comigo aconteceu desta forma (sem nenhuma falsa demagogia), pode ocorrer com qualquer pessoa.  Se os outros o(a) acham diferente, que ótimo, sinal de que é a igualdade deles que é perecível e não a nossa. rsr
 
“... Porque o Fruto dos Bons Trabalhos é Glorioso,/ e a Raíz da Sabedoria é Imperecível.”

                                                                                                       (Sabedoria 3, 15)
 
                                                          Amadeu Epifânio
 

 

 

 

 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

DEPRESSÃO (2ª Parte)


 
COMO AJUDAR VERDADEIRAMENTE UM DEPRESSIVO CRÔNICO ?
 
O que mais importa numa Depressão, é saber como lidar e tratar;  Antes de ser depressão é um problema emocional que precisa ser sanado, resolvido e, enquanto não se resolve, uma das consequências é a depressão, que se não tratada adequadamente, pode vir à agravar-se, acarretando em severas consequências e até mesmo a morte.
A depressão é subjetiva, motivos ocultos e inconscientes, que nem mesmo sabemos e que, julgamos ser por motivações presentes (o que até pode contribuir para a manutenção do problema ou do estado de depressão).   Como é subjetivo, é uma ajuda que tem partir de dentro pra fora e não o inverso.   Vou dar-lhes um exemplo típico e vocês aplicam segundo a realidade de cada um ok ?
Como uma grande maioria de pessoas, que por não ter, não entende nem sabem como agir corretamente, normalmente eles diriam:
"Fulano (...), está chegando o natal, levanta dessa cama, vamos comemorar juntos, deixa de frescura...".
Quando a abordagem correta seria:
"Fulano, nos anos anteriores você preparou uma ceia como ninguém, só você sabe preparar com o carinho que só você sabe fazer. Estamos todos torcendo pra que nos ajude de novo".
Perceberam a diferença ?  ou ainda...
“-Fulano, sua presença nos enche de alegria e orgulho, estamos contando com você mais uma vês”.
"-Fulano, o que quer que esteja passando, não há de ser maior que o carinho que temos por você".
Apenas digam, sem fazer cobranças ou esperar por respostas imediatas. O depressivo precisa de tempo pra ruminar dentro de si, estas palavras.
Não preciso dizer que a sinceridade é condição fundamental, para que um depressivo ponha fé nas suas palavras porque, se perceber o mínimo de demagogia ou falsidade... adeus, perde-se a confiança, drasticamente).  Se coloque no lugar de uma pessoa depressiva e pergunte à si mesmo se aceitaria tais palavras de pessoas falsas ou aquelas com que o seu “santo nunca bateu” com o dele. rsrs.
Pessoas que desejam verdadeiramente ajudar, devem fazê-lo à partir do ponto de dor do outro e não da nossa visão. Isso significa respeitar a dor. Existem três condições contribuindo para o estado depressivo da pessoa, uma delas é a causa escondida em meio à um inconsciente ferido emocionalmente.  Outra é o que o depressivo imagina ser, como sendo a real causa (que por não saber, conjetura).  Em alguns casos, ambos se conciliam. Uma terceira é a falta de “tato” de pessoas, que não só, não sabem como lidar com a questão, como ainda podem contribuir para o agravamento do quadro.
Em depressivos comórbidos (recorrente de outro transtorno e, não que por isso, seja mais brando), tem sua depressão atrelada quase que 100% ao transtorno principal, de forma que não dá pra tratar a depressão de maneira isolada, negligenciando o fator gerador (que aqui conhecemos).  No mesmo princípio dado à depressão e, dependendo do transtorno em si, ele não deixa de ser, antes, um fator psicológico (bastante precoce), que por não ter tido sua especial atenção e diagnostico também precoce (e considerando a tese do estado de normalidade), também no transtorno, acontece a mesma coisa.
 A depressão pode vir à tornar-se realmente uma enfermidade patológica (ou psiquiátrica) grave, mas isso não implica dizer que já nascemos depressivos ou com predisposição para desenvolvermos depressão. No artigo anterior (sobre este tema), eu disse que seriam necessários, pelo menos, entre 5 a 7 anos de carência, pra que uma tristeza profunda venha à adquirir ares de depressão.  Qualquer coisa que venha transpor, em nós, o estado de normalidade, haverá também de causar as alterações correspondentes e em áreas responsáveis, que venham a controlar o equilíbrio psíquico do ser humano.
Se me permitem repetir uma expressão forense, que casualmente utilizo em alguns momentos no Facebook (nas páginas de grupos de transtornos): Não existe crime perfeito mas, mal investigado, também na esfera psiquiátrica (pelo o que tenho percebido nos últimos 18 meses de frequência naqueles grupos, acontece o mesmo, isto é, procuram mais enquadrar um paciente numa classificação específica, apenas como referência, para submetê-la à um tratamento psicoterápico e farmacológico, do que especificamente, analisar caso a caso, cada paciente, com seu histórico pregresso diferenciado.  Não fosse assim, uma mesma medicação, atenderiam todas as pessoas de um mesmo transtorno, o que sabemos de antemão, que não é o que acontece.
Auto conhecimento continua sendo a chave mestra para abrir portas que levam à uma vida mais plena e menos sofrida, visto que é preciso antes, saber o que realmente se passa consigo, porque sente, quando, por quanto tempo, qual a frequência e saber, acima de tudo, que não existem culpados e que não carecem, tratar ou admitir-se de tal forma.
Que Deus ilumine e abençoe à todos.
“Todas as coisas têm seu tempo certo e sua oportunidade,/
E é grande a aflição do homem/em ignorar coisas passadas,
E estar na impossibilidade de receber qualquer nova, do futuro.”
                                                          (Eclesiastes 8, 6)
 
                                  Amadeu Epifânio
                         
 
Contatos: Pelo facebook como (ProfAmadeu Epifânio)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TDAH É COMO UM QUEBRA-CABEÇA


ONDE NÃO SE CONHECE A FIGURA


Num primeiro momento, acreditei que o que fosse relatar aqui, estivesse direcionado apenas ao público infantil, então preocupei-me em abrange-lo também aos adultos com TDAH, pois neste transtorno específico (ao menos), o que importa não é a idade que se tenha com TDAH e sim, que uma mesma abordagem seja estendida à todos.

Antes de mais nada, considero relevante (Re)lembrar aos leitores que a grande maioria dos transtornos (tidos como psiquiátricos) são na verdade influências psicológicas de algum tipo de evento (grave ou não) ocorrido com seu portador, em determinada fase de sua vida que, variando de pessoa a pessoa, a idade quando ocorrido o evento, somado às circunstâncias que ocorreram + as condições de vida e convivência familiar), irão constituir o tipo de transtorno, bem como seu grau de influência sobre seu portador.

Para que uma patologia psicológica seja considerada de natureza psiquiátrica, é imperativo que haja a condição primária de desconhecimento sobre o que de fato tenha lhe ocorrido, que venha à ser de fato, a principal (se não uma das...) causas geradoras do seu transtorno específico (salvo raríssimas exceções).

 Um transtorno psiquiátrico é, na verdade, influência psicológica inconsciente, do momento ocorrido no passado, porém não sobre o adulto, mas quando ainda criança (com exceção apenas da depressão), sendo esta agora, o principal causador de todo dano psiquiátrico, bem como dos sintomas dolorosos, respectivos e decorrentes.

As características principais que envolve o TDAH são: manter o foco sobre o que se propõe à fazer (pelo tempo necessário para se concluir o objetivo); A hiperatividade (quando não se consegue manter este foco); falta de determinação e motivação para novas tentativas e novos objetivos.  Podem existir outros sintomas, porém, estão relacionados diretamente encima das limitações impostas pelo TDAH.

O TDAH (entre todos os transtornos que conhecemos), talvez seja o único que tenha uma relação mais direta com o histórico de vida do seu portador, embora sua causa se manifeste de forma confusa (feito um quebra cabeça), como se uma parte de nós estivesse tentando montá-lo sem que soubéssemos e quando demora para encontrar determinada peça, se irrita (manifestado por nossa hiperatividade voluntária); se frustra (quando não nos motivamos à fazer algo); e abandona a “brincadeira” (nos fazendo perder subitamente o foco).  

Este carinha que está tentando montar o quebra cabeça, é o nosso emocional inconsciente, que se comporta feito uma criança pequena.  Agora imagina este lado nosso infantil, no corpo de uma criança.  Por isso que nas crianças é um pouco mais complexo o tratamento, pois é difícil saber (na criança), qual das duas está presente no momento.

Já nos adultos com TDAH (que também sofrem com os sintomas recorrentes), eles se dão pela baixa tolerância em aceitar as limitações impostas pelo transtorno e seus consequentes efeitos desagradáveis (eu diria).  Uma queda de braço entre os sintomas de natureza voluntária e os efeitos determinantes causados pelo lado inconsciente, gerando uma oscilação contínua, impedindo os portadores de perseguir e manter seus objetivos.


ELEVAR A TOLERÂNCIA – SER MAIS RESILIENTE – CONHECER-SE MAIS


Estes parecem ser os fatores à serem trabalhados, sob o objetivo de separar a chave do cadeado, isto é, não ficar submisso às frustrações inconscientes, que gera fatores involuntários indesejáveis.  Cada portador de TDAH, o tem por razões distintas, ainda que possam apresentar sintomas semelhantes.  Ser TDAH gera (entre outras coisas) um pouco de ansiedade, por não entender o que se passa consigo.  Essa ansiedade, se controlada, poderá ser de grande ajuda, no processo de auto controle.  

Por isso a necessidade de se auto conhecer mais, explorar tudo que ocorre em razão da convivência com o transtorno, porque toda informação (e quanto mais precisa e segura ela for) é sempre bem-vinda e oportuna, para ajudar o psiquiatra na prescrição do remédio, para que ele não tenha de recorrer ao famoso chutômetro, tipo: “-Toma isso e vamos ver se resolve.”

Em todo transtorno, é possível a nossa ajuda interativa, pois que ela é essencial para buscarmos e alcançarmos uma vida mais plena.

“Confia no Senhor as tuas obras,/ e terão bom êxito os teus projetos”.  (Provérbios 16, 3)

Professor Amadeu Epifânio

                   





sexta-feira, 3 de abril de 2015

A DEPRESSÃO COMO TRANSTORNO.


 COMPLEXO.  MAS REVERSÍVEL.



O texto à seguir faz referência à depressão como transtorno ímpar/individual, não como comorbidade de um outro transtorno, pois que abordagem fármaco e terapêutica são distintas para cada uma delas.

A depressão, antes de ser um distúrbio do sistema nervoso, ele é consequência de um conflito psicoemocional e inconsciente interno, que começou de forma consciente, mas que se estendeu depois de maneira inconsciente e involuntária.  Eu vou explicar.   Eu cheguei à conclusão que a depressão pode ser o único à ter sua origem e procedência não necessariamente apenas na fase infantil (como a grande maioria dos transtornos).  

Tal conflito pode se dar em qualquer momento da vida do paciente, desde que com um tempo mínimo de carência entre 5 a 7 anos, antecedentes aos sintomas característicos e correspondentes, para que o sistema nervoso central comece a sofrer a influência deste conflito (antes, psicológico) e passar pelas alterações recorrentes, com suas respectivas manifestações conscientes, embora involuntárias.

O conflito gerador da depressão pode se traduzir em alguma forma de desejo que um dia idealizamos, mais ou menos ardente à medida da idade em que foi idealizado, sendo de maior ímpeto na idade infantil.  Pois bem, este desejo pode se refletir em várias coisas de demanda oportunamente conveniente para nós num dado momento, com projeção para um futuro relativamente de curto à médio prazo (não mais do que isso).   

Ao estabelecermos um "projeto" que muito desejamos, criamos dentro de nós uma expectativa positiva, convertido em prazer, pela certeza incondicional de realização (desde que se consuma no prazo estimado).  Pois bem, à medida que esse prazo começa se estender sem a realização do desejo, alterações psicoemocionais e neurofisiológicos começam a acontecer inconscientemente, pois consciente, já nos basta a enorme frustração. 

Este sentimento de prazer, a mente guardou, para ser utilizado em nosso favor, como subsídio para aplacar por exemplo, uma tristeza futura.  Pode acontecer que voluntariamente venhamos à desprezar a importância daquele projeto em razão da demora e por surgir outras prioridades, porém,  a mente não só não esquece como luta para mentê-lo e  passa à assumir a gerência daquele prazer criado, reacendendo e mantendo viva a esperança de vir à ver consumado o projeto, para assim conseguir manter vivo a sensação de prazer, fazendo isso inclusive,  sem o nosso consentimento consciente, consumando assim o conflito citado acima.

É um processo complexo, sem dúvida, mas responsável por todos os sintomas decorrentes e extremamente desagradáveis que uma pessoa venha à passar por causa dele.  Existem outros fatores psicossomáticos que vem se unir à nesse complexo conflituoso, que podem vir a contribuir para o seu agravamento e que varia de pessoa à pessoa, que são características familiares, de personalidade, histórico de vida, fatores ambientais, outras enfermidades patológicas, etc. 

A opção por um tratamento terapêutico psicológico parece ser opção adequada para levar-nos à um passado (talvez não tão remoto) até o momento em que o conflito foi gerado, trabalhá-lo e pôr fim a sua influência perturbadora.  Tratamento fármaco (desde que correta e adequadamente prescrito, à realidade do paciente e não apenas à sua patologia padrão) também é necessário para ajudar à conter os efeitos depressivos, tanto para promover um melhor bem estar, quanto para melhor corresponder ao tratamento terapêutico.   É dever lembrá-los que em toda terapia deve haver progressos constantes, tal como uma obra que façamos em nossa casa, pois não dá pra viver nem morar, dividindo espaço em meio à escombros e entulhos.  Concordam ?

Não se consumam por estarem nesta condição, pois que ela nada mais é do que uma influência psicológica (perturbadora), que por desconhecimento, acabamos dar mais relevância do que realmente ela tem.

“Não procures saber o que excede a tua capacidade,
E não especules o que ultrapassa as tuas forças,/
Mas pensa sempre no que Deus te mandou,/
E nas muitas obras suas, não sejas tão curioso.”

                                                      (Eclesiástico 3, 22)

Amadeu Epifânio

                   

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