Projeto VIVA +

quinta-feira, 5 de junho de 2014

TDAH INFANTIL

ANSIEDADE E IRRITABILIDADE  - SINTOMAS PREVISÍVEIS. 



Estes são, na verdade, as sensações sentidas pela maioria das crianças portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, correspondentes aos sintomas mais comuns, relatados pelos pais que com eles convivem e cuidam.

  Essas sensações refletem um conflito interior e inconsciente, vivido por essas crianças.  Uma batalha invisível pelo controle da vontade, travada entre o emocional inconsciente involuntário e seu estado consciente (ainda em formação), absorvendo mais informações (para compor seu pequeno banco de dados) do que pode processar.

Estou falando de crianças em seus primeiros meses de vida, que é onde tudo começa e onde o TDAH se constrói e se instala feito um vírus de computador, causando desordens na sua capacidade de tomar decisão e de ter controle absoluto sobre sua vontade.  Apesar de o transtorno ser o mesmo em centenas de crianças, as causas parecem ser bastante variadas, porque se supõe que esteja relacionado ao histórico de vida de cada uma delas.

Longe de mim aqui, achar que os pais têm culpa pelo TDAH adquirido pelos filhos, porque nesse tipo de transtorno não existem culpados e sim, circunstâncias que se fundiram em um dado momento, provocando uma espécie de curto circuito na criança, porém não manifestado imediatamente, porque a mente espera que o corpo cresça, se desenvolva, para então relembrar o evento e tentar entende-lo.  O grande problema é que essa cobrança é inconsciente e de forma insistente e de influência percentualmente elevada, haja vista as crianças com idades entre 7 e 9 anos (quando se evidencia o transtorno), pouca ou nenhuma capacidade ainda tem de entender o que se passa, para então relatar o que realmente sente.

Difícil fazer conjeturas em torno de prováveis causas, pois o que mais importa agora é descobrir formas de ajudar essas crianças à controlar suas impulsividades, para reduzir sua hiperatividade e desta forma, poder manter o foco sobre tarefas, com maior prazo de tempo possível. Conseguindo fazer isso, conseguiremos criar hábitos contínuos, de natureza progressiva, para que consiga alcançar um estado de equilíbrio, suficiente para uma vida mais independente.  

Em um primeiro momento, devemos lembrar que (nós, adulto) quando não conseguimos lidar com uma situação adversa, ficamos ansiosos, irritados, até que aos poucos vamos nos acalmando e entendendo a dinâmica do problema. Da mesma forma se sentem as crianças com TDAH, com sua adversidade, sendo portanto, reações mais do que naturais, quando a hiperatividade chega à níveis pouco mais elevados.
É importante ter como meta no tratamento, que a criança com TDAH, exercite ter controle progressivo da sua vontade sobre as reações geradas pelo transtorno.  Criar rotinas, estabelecer regras em casa, para que a criança distribua mais, inconscientemente, a energia concentrada nessas reações, fazendo com que possa manter sobre si próprio, por  tempo cada  vês  maior,  a  sua  própria  vontade (e não de forma dispersa).  A criança adquirindo maior poder de decisão, fica menos passiva e corresponde mais aos exercícios cognitivos, para um melhor desenvolvimento, minimizando os efeitos negativos do transtorno, na fase mais adulta.

Outra recomendação que eu faço às mães (que passa mais tempo com as crianças) e aos pais.  Trabalhar mais a presença psicológica do que a física, porque essas crianças estão dispersas e ansiosas e precisam saber que os pais estão por perto, do que necessariamente, ao lado deles.  Vês ou outra, ainda que eles estejam calmos, brincando ou (mais vendo que assistindo TV, chegue pra eles (ou ela) e diga frases do tipo: “-Filho, mamãe está aqui, viu ?”  ou  “Mamãe (ou papai) está perto, viu ?”.

Essas frases ficarão ruminando neles e sua mente usará como sugestão ao corpo que o abriga, gerando maior segurança emocional, tornando-os, com o tempo, crianças menos impulsivas (quando não, mais tranquilas).  Outra coisa: não dê tudo que eles pedem, porque não é, necessariamente, vontade de brincar e sim, tentar ocupar-se com algo diferente e novo, para fugir, involuntariamente, do foco sobre algumas tarefas.  Por isso não briguem com eles quando isso ocorrer.  Mantenham os brinquedos velhos mesmos, para que perdendo o interesse neles, voltem o interesse nas tarefas cognitivas.

Crianças com TDAH são crianças que apenas perderam o "trem" e tiveram um atraso (não mental), mas na compreensão dos fatos e da sua vida.    Mas sempre é tempo de recuperar o tempo perdido e ajudá-los nessa compreensão. Como já é previsto em pessoas com TDAH, eles vão relutar, por considerar muita informação pra processar de uma vez só, mas aos poucos a resistência tende à cair.

Vejam, essas mudanças ou aumento da vontade, não se dará da noite pro dia, pois se trata apenas de uma meta à ser trabalhada, com calma, adaptado à realidade de cada criança e de cada família.   Crianças com TDAH precisam ter sua individualidade relevada e respeitada;  que seu transtorno não é escolha sua e sim adquirida de forma incerta.  Estimule-os, aos poucos, à criarem propósitos para serem atingidos (para diminuir o hábito da dispersão e distração).  Será como traçar a rota que irá navegar, mas com paradas previstas, ao invés de aleatórias.

Somos pelo o que somos (em qualquer circunstância).

Quero aproveitar para parabenizar à todos os pais que contribuem para a felicidade e bem estar de seus filhos (também com TDAH), tendo ainda, antecipadamente, a certeza de que Deus está observando seu empenho, sua luta e que com certeza o está ajudando.  Viver bem é possível !  

Ponha essa ideia na cabeça e na vida dos seus filhos.


     Professor Amadeu Epifânio


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PERSONALIDADE REATIVA COMPORTAMENTAL
Influência Pregressa em Respostas Emocionais


quarta-feira, 4 de junho de 2014

REFLEXÃO PARA O FIM DOS TEMPOS

SOMOS ANJOS DA MORTE ?



Olá, estamos vivendo tempos muito difíceis, não é verdade ?  Principalmente aqui no Brazil.  É violência de toda sorte, crimes, assassinatos, é pai matando filho, filhos matando os pais;  tal como Jesus já havia predito em sua passagem por este mundo, quando nos alertava sobre o fim dos tempos.

Julgamento pelas ações dos homens aqui na terra, será feito na outra vida, uma vês que a justiça dos homens já anda um tanto decadente e por demais ultrapassado.  Muito provável que o código penal tenha sido escrito em tempos de bonança, onde nem se sonhava imaginar ao ponto à que chegaríamos, já que ele foi escrito em 1940.

Mas onde eu quero chegar ?  Quero dizer que, com o fim do mundo, muito mais próximo desta vês, do que na época em que Jesus já anunciava, não dá mais tempo pra ficarmos bancando o cavaleiro do apocalipse e querer ficar decidindo quem vai pro céu e quem ganhará ingresso pra ocupar, gratuitamente, a fila dos cabritos.  Conhecem ?

“-Serão todas as gentes congregadas diante DÊle (Deus), o qual separará um dos outros, como o pastor separa a ovelha dos cabritos.  Estes irão para o suplício eterno, enquanto os justos... para a vida eterna.”    Então, de que lado você quer estar ?   Lembram também daquela história, de que seremos julgados na mesma medida ?

A história da Arca de Noé é uma representação de que, cada um de nós precisa construir sua própria Arca, com tamanho para a quantidade de pessoas que gostaríamos de salvar conosco e de poder estar com elas diante de Deus (bem longe da fila dos cabritos).  Mas vocês concordam  que não combina, querermos ganhar o céu e ao mesmo tempo ficar julgando todo mundo aqui na terra ?   De querer julgar e condenar, antecipadamente, todos aqueles que nos fizeram algum mal ?

Não acham que deveríamos deixar Deus cuidar deles, por nós ?  afinal, quando deixarmos este mundo, todos, indistintamente, seremos iguais, independente se aqui fomos celebridades, empresários, ricos, milionários, assassinos, religiosos, pobres ou miseráveis.  Todos estarão de frente com o Criador, tentando convencer à Deus, dando justificativas dos erros cometidos, enquanto o capeta espera pacientemente (como anfitrião da fila dos cabritos) pela sentença final.

Não podemos embarcar as pessoas que tanto amamos, se nossa arca já está demasiadamente pesada com nossos julgamentos e condenações antecipadas e precipitadas e que a melhor maneira de aliviarmos este peso, para carregarmos todos os nossos entes (e até nossos animais de estimação), é através do perdão à todos os nossos condenados e os que estão suspensos, aguardando nosso perdão no corredor da morte (aquele famoso: “-Eu perdoo mas não quero vê-lo mais na minha frente”).  Isso é o mesmo que ter um enorme furo na arca.

O momento do dilúvio está chegando e a arca precisa ser “construída” logo, pois é grande a torcida dos que esperam para embarcar na sua arca.  Esteja preparado para ser um bom anfitrião e também comandante, para que não deixe nenhum tripulante ir parar na fila dos cabritos.  Deus lhe confiou esta tarefa e conta com você, você sabe.

Seremos...pelo o que somos.

                                               Amadeu Epifânio


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sábado, 24 de maio de 2014

REMÉDIOS PSIQUIÁTRICOS.


ELES CAUSAM DEPENDÊNCIA ?  PORQUÊ ?




Remédios para fins psiquiátricos sempre assustaram um pouco, assim como a própria psiquiatria, estigmatizada para muitos ainda como a medicina para os loucos rsr.  Mas graças à Deus isso é coisa do passado e o avanço da medicina trouxe inúmeros benefícios para os que hoje sofrem de algum tipo de transtorno.

Pessoas com transtornos enfrentam ainda um desafio, no que concerne à acertar na medicação e dosagem para o seu transtorno específico, o que requer não somente paciência mas principalmente, maior interação para com o médico, à fim de transmitir-lhe os sintomas resultantes, tanto os positivos (tão esperado) quanto os negativos (que ninguém quer), para que, através da interpretação dos sintomas, possa chegar ao equilíbrio medicamentoso perfeito e ideal.

Fora isso, ainda paira sobre muitos desses pacientes o temor, de vir a atrair dependência (química) sobre alguns desses medicamentos, vindo a acarretar algumas atitudes, de natureza precipitada e também nociva, quando resolvem por sua livre vontade, interromper a medicação e consequentemente o tratamento (o que para muitos, acaba gerando o retorno de todos os sintomas que o fizeram procurar ajuda médica.    Este tipo de temor nem chega à ser tão nocivo, haja vista sua dependência é mais psicológica do que especificamente, química.  Eu vou explicar por que.

Sobre o desejo de ver-nos atingir melhora significativa em nossos sintomas e consequentemente o nosso transtorno, paira uma grande energia, de origem inconsciente, desprendida para esse propósito.  É como apostar todas as fichas.  Essa energia, se correspondida, gera um enorme sentimento de satisfação e prazer, por conseguirmos “respirar um pouco”, diante dessa turbulência, que é aguentar os sintomas.  Não é assim que acontece ?
 
É esse sensação de prazer, o grande responsável pelo temor da dependência dos medicamentos, uma vês que existe, inconscientemente, o medo da mente, em perder essa sensação e por essa razão, ela ordena ao corpo que continue tomando, para manter o equilíbrio psíquico deste e a sensação de bem estar, acarretando assim, a falsa sensação de dependência química dos remédios (ou uma dependência psicológica).

Contudo, se existir realmente a necessidade, oportunidade ou mudança da medicação por uma terapia alternativa, essa mudança deve ser feita  de forma gradativa e progressiva, pois a mente precisa ser convencida de que esta mudança é necessária e saudável para o corpo que o abriga.  É uma mudança que precisa ser sugerida e aceita pela mente e aceitando, ela se dará de forma mais tranquila e rápida.

Medicações que não correspondem, nem sempre significa dizer que não são ideais, pois pode acontecer de alguns fatores não estarem sendo relevados, como tempo de absorção na corrente sanguínea ou horários mais indicados para ingerir, levando em conta o período do dia em que mais se precisa do efeito, como hora de dormir, estudar, trabalhar ou desenvolver alguma tarefa.  Sintomas também devem ser acompanhados (e anotados) e passados ao médico, para que este acerte o quanto antes, no efeito esperado.

Anseios devem ser conciliados com o específico propósito para o qual se destina a nossa melhora, como trabalho ou atividades, para que desta forma, parte dessa energia seja também dividida e compartilhada, para que os resultados sejam igualmente aceitos, recebidos e merecidamente contemplados.

Ninguém merece sofrer e, se sofremos, é porque algo está falhando e para tanto, precisamos concentrar nossa energia, mais na busca do nosso equilíbrio e bem estar, pois tudo que pudermos fazer por nós, nossa mente também fará uso disso, também à nosso favor.   Viver bem é Possível !  

Que Deus abençoe à todos.


Professor  Amadeu Epifânio - Psicanalista Cognitivo 




segunda-feira, 28 de abril de 2014

PSICOPATAS


Prezados Leitores, a psicopatia é também um transtorno de personalidade, suscetível à qualquer pessoa, porque ainda que ganhe traços genéticos, com certeza, constitui seu gene na fase adulta, porque ninguém nasce para ser psicopata, uma vês que é a própria sociedade, com todos os seus valores distorcidos, que causa consequentemente, nas pessoas, a cultura de um imediatismo prático, egoísta, nocivo e culturalmente retrógrado, levando-as à quadros de patologia orgânicos, psicológicos, psiquiátrico e psicopatas.

Uma Semente que pode germinar dentro de nós.

                             

Há, hoje, na sociedade, o prematuro senso comum, de chamar qualquer pessoa que mata, de psicopata, levando em conta apenas a forma fria e calculista de ter cometido um crime.  Psicopatas são cautelosos, observam bem a sua vítima, antes de atacar.  Difícil saber quem são, pois agem como pessoas absolutamente normais, quando não estão em “ação”.  Da mesma forma que um mesmo tipo de transtorno mexe de forma diferente entre duas pessoas, também com psicopatas não é diferente, haja vista, cada psicopata tem formas e razões distintas, para atacar uma pessoa e matar.

Cada psicopata tem o seu histórico de vida, sua história de vida e suas frustrações, que na vida inteira não conseguiu entender e muito menos aceitar.  Quando cresce, seu desejo não são mais, desejos de um adulto e sim, desejos de uma criança machucada emocionalmente por uma grande decepção.

Como pessoas comuns se tornam Psicopatas ? 

A psicopatia é construída no indivíduo no decorrer da sua vida, como um mecanismo de defesa, que o protege contra "personagens" de determinada(s) pessoa(s), que um dia lhe fez ou fizeram grande mal.  Este mal ficou e está inserido em seu emocional inconsciente, com alto e perigoso grau de influência sobre o seu estado consciente, usando o pouco de razão que lhe resta para ter uma vida tão normal quanto os outros (como disfarce externo da sua psicopatia), enquanto circunstâncias específicas não escolha sua próxima vítima. Por isso a grande dificuldade em se identificar um psicopata. 

Por quais circunstâncias uma vítima é escolhida ?

É pelo processo de método associativo que uma vítima é escolhida, estando a mesma relacionada de alguma forma com o passado do psicopata, o que nos leva a dificuldade de se estabelecer vínculos aparente entre suas vítimas, pois que seu "modus operandi" ocorre dentro de si e não por razões externas.  Este método associativo o coloca diante de uma pessoa ou situação, semelhante à vivida tempos atrás (muito atrás), em que ele foi submetido à uma condição de medo, pavor ou humilhação.  Se para uma criança, pouco pode significar muito, imagine sendo algo realmente sério ou grave.  Descobrir esse elo de ligação presente x passado, é como tentar achar uma agulha num palheiro.

Porque o psicopata mata ? 

Porque quem toma a decisão é o emocional infantil do psicopata.   O desejo (como de qualquer um de nós, quando criança e ferido) é o de machucar também os que nos machucaram (ou lhe deram aquela palmada no bumbum).  O problema é que essa criança do emocional apenas quer machucar, mas esquece quem a força de um adulto que o carrega.  A falta de remorso em cada vítima é porque a criança pensa que só machucou (não matou) o que não vem lhe causar remorso (por algo que não fez).

Psicopatas tem consciência do que fazem ?

Por isso segue sua vida tranquila após cada assassinato, porque teoricamente ele nem sabe o que fez enquanto esteve “ausente”.  O Psicopata pode ou não, lembra-se do que fez depois de cada morte; primeiro porque quem matou foi seu emocional inconsciente e depois, por não se descobrir quem matou, para que ele viesse à se lembrar ou demonstrar algum remorso. Por isso ninguém acha um psicopata, ele está escondido dentro de uma pessoa normal. Não podemos confundir e chamar de psicopata qualquer maluco que mata por aí e é pego pela polícia, pois o verdadeiro psicopata é muito difícil achar, que dirá, prender.

Precisam ter passado por abusos na infância, pra se tornar psicopata ?

Psicopatas não precisam, necessariamente, ter sofrido algum tipo de abuso.  Pense como criança, não como adulto. Para uma criança, não precisa muito pra ela se frustrar severamente contra alguém, por causa de alguma coisa. Depois, durante a vida dela, o seu ambiente de convivência (seja ou não com os pais) vão acabar confirmando que as "pessoas são más" ou corrigindo o conceito, através do carinho e afago dos pais (ou cuidadores).  Se a convivência é negativa, ela cria esse conceito dentro de si e depois se transforma em cultura, ou seja, num conceito negativo irreversível.  Neste estágio já devemos estar falando de um jovem adolescente e que já começa à enxergar diferente certas pessoas, como bem parecidas com aquelas que um dia o machucaram.

Como é feita a abordagem com a vítima ?

O que promove a aproximação de um psicopata com sua vítima é uma coisa chamada "OPORTUNIDADE", isto é, tudo tem que está propício para se consumar o ato criminoso.  Muito provável que se uma possível vítima mudar seu trajeto habitual e, dependendo das circunstâncias, nosso amigo pode até vir à desistir de matar naquele dia, mas só vai ter adiado sua "vingança" para um novo dia em uma nova oportunidade. Tudo para não ser descoberto (como uma criança que se esconde de uma arte).

Por quais motivações um Psicopata mata ?

Como foi dito acima, o “modus operand” de um psicopata não se acha fácil, somente através das características externas dos corpos encontrados, de suas vítimas, não são suficientes para oferecer indícios de motivação para tais crimes.  A melhor forma de se traçar o perfil de um psicopata, seria fazer o levantamento da personalidade e o temperamento que suas vítimas exibiam, porque são estas as características que mais chamam a atenção do psicopata e o leva ao passado, por ter a vítima alguma semelhança (método associativo). Personalidade e temperamento estão relacionados ao emocional (tendão de Aquiles do psicopata).

Psicopata é culpado ou inocente ?

Assim como pode acontecer conosco, também o psicopata é vitima de si mesmo, do seu emocional interior e inconsciente, só que carregado de raiva e cuja a qual irá descarregar, sempre que algo vier à lembrá-lo de suas feridas, amargas e dolorosas.  Enquanto nada ou ninguém (ainda que por anos) não venha à ativar ou provocar o seu passado, ele continuará à levar uma normal como qualquer pessoa normal, exceto pelo fato de ser uma “bomba relógio”, prestes à explodir à qualquer momento, na primeira oportunidade.

Somente a Psicanálise pode curar, o quanto antes, uma pessoa, de vir à enquadrar-se no perfil psicopata, porque depois, já poderá ser tarde demais, para identificá-lo.  Psicopata, ao contrário do que muitos pensam, não é um assassino frio e calculista, mas sim, vítima do seu passado sombrio, cujo emocional interior não descansará de sua vingança, enquanto não for contido e tratado.

“Ninguém faz nada se não em razão de algo que o motive.”  


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Amadeu Epifânio - Idealizador



domingo, 13 de abril de 2014

FASE GESTACIONAL E BEBÊ


Cuidados não relevados.



Esta é a fase mais frágil de um ser humano e que muitas vezes pode  determinar personalidades e temperamentos, considerados estranhos à normalidade natural de uma criança, de um jovem ou de um adolescente.  São muitas as variáveis em que transtornos podem mudar o destino de uma pessoa, ainda já nesta fase;  razões que vão desde herança genética até abusos cometidos e passados despercebidos, excetos pela mente da criança, que bloqueia esta experiência, pra que ela possa se desenvolver bem.

Como já mencionado antes, em outros artigos aqui deste blog, as primeiras experiências absorvidas e sentidas por um feto ou bebê, não são nomeadas, não recebem nenhuma denominação e ficam em stand-by, suspensos, à espera de atingirem idade e entendimento suficiente para dar uma definição ou solução.  O grande problema é que, enquanto não se resolve, essa experiência fica armazenada num emocional não consciente, que cobrará insistentemente uma solução, causando em nós uma ansiedade e angústia, cuja qual nem desconfiamos sua procedência.  

Em razão disso, vários são os tipos de transtorno que podem se desencadear, não somente em razão de abuso, mas por qualquer ocorrência que tenha causado certa instabilidade, gerando medo ou insegurança no feto que, dependendo do tipo de fato ocorrido, para um feto, nem precisa ser muita coisa, dada sua enorme fragilidade e ausência ainda de discernimento.  

Transtornos de origem genética passam também por este mesmo processo, isto é, da falta de denominação de estranha sensação ou de uma possível limitação que podem estar sentindo gerando desde ansiedade até irritabilidade.  Tudo isso pra cabeça de um feto ou bebê, repito, nem precisa ser muita coisa.

Sempre recomendável, também por pediatras, que o desenvolvimento da gestação seja sempre o mais harmonioso possível, sem episódios de susto ou discussão, que podem deixar o feto apreensivo, por não saber o que acontece do lado de fora da barriga.  Mesmo que este tipo ocorrência seja, às vezes, inevitável acontecer, o que se sugere é que, ao acalmar-se do susto ou do calor de uma briga, que a mãe se recolha à um aposento da casa, acomode-se confortavelmente e comece acariciar a barriga, ao mesmo tempo que conversa com o bebê lá dentro, com o intuito de também acalmá-lo do susto recebido.   

Depois de nascidos, também, já que não podemos subestimá-los, achando que  eles possam não estar ouvindo gritos de discussões.  Não só podem estar ouvindo como sentindo o “clima” pesado ao redor, sendo o choro uma das manifestações de insegurança.  Se muitas vezes ficamos abalados emocionalmente, depois de uma discussão, que dirá o bebê, não é verdade ?  Com certeza essa atitude há de promover no feto, enorme tranquilidade, não sendo, portanto, necessário ficar aguardando denominação do fato ocorrido, apenas (e nem precisa de nome, apenas sentir) o carinhoso afago da mamãe.

 Atitudes como essas podem evitar que a criança possa à vir a ter algum tipo de transtorno (salvo os casos genéticos).  Há situações que a mente transforma um trauma em forma alternativa de vivência e que tenha prazer, para preservar o corpo que o abriga, principalmente durante a fase de bebê e infantil, vindo a “estourar” na fase jovem ou adolescente (como anorexia, bulimia, entre outros) quando a mente sugere que o corpo já tenha condições de entender e resolver.  Mas como já foi dito, esse tipo de experiência fica guardado no emocional inconsciente.  Psicanalistas podem ajudar a anular essa experiência, eliminando sua influência sobre o estado consciente.

Nós, adultos, não perdemos a mania de continuarmos pensando como adultos, negligenciando proporcionalmente, uma possível dor que uma criança possa estar sentindo, seja orgânico ou emocional e seja como for, conversar é sempre a melhor alternativa, em vês de palmadas (quando suprimimos as chances de trocarmos experiências, adquirindo mais conhecimento, tão necessário ao nosso intelecto).

Crianças, bebês, não vem com manual de instruções;  contudo, a melhor forma de os conhecermos bem e sabermos como lidar com eles e nas situações mais inusitadas ou complexas (como em transtornos) é saber ouvi-los, tanto as palavras quanto o coração e relevar isso no diálogo e na vida deles, pois assim, estaremos lhe ensinando que o respeito pode ser o melhor remédio, principalmente nas dores do “coração” e para a vida toda.

Viver bem é possível, só precisamos por esta ideia na cabeça... e nos gestos.


                                                   Amadeu Epifânio


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terça-feira, 1 de abril de 2014

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

O que provoca as crises ?


A Bipolaridade é um exemplo típico da dupla personalidade existente na guerra psicológica pela liderança do controle, entre o estado consciente e o emocional inconsciente. Uma batalha existente em todo ser humano e em toda sua faixa etária, desde feto até a velhice. Em condições normais (sem transtorno), diríamos que muitas vezes, essa batalha chega à estar equilibrada, favorecendo à pessoa, poder ter uma convivência social satisfatória (eu diria) com alguns percalços.

Já com pessoas que carregam consigo o transtorno bipolar, essa batalha chega à ser um pouco desleal, porque o emocional (interior inconsciente) age muitas vezes sozinho e por tempo suficiente para fazer alguns "estragos", tanto sociais quanto familiar. Enquanto em crise, o emocional age sozinho, atropelando o estado consciente, não tendo este o menor controle e muito menos a menor noção do estrago que faz seu emocional (que não é pouco, sabemos).

Ao término da ação do emocional, cai o pano da inconsciência, voltando o portador à ter consciência do estrago causado, sem muito poder fazer, senão lamentar e arrepender-se severamente, chegando a ter quadros depressivos, quando não, mais grave (suicídio), diante da sensação de impotência, frente ao problema.

O transtorno afetivo bipolar é a explosão, em intervalos não programados, de carga emocional acumulada, se não por motivos externos e provocados, também pela revolta de nada poder fazer à respeito. Existe tratamento específico e adequado que pode garantir uma convivência satisfatória (se não, agradável). 

Contudo, como cada pessoa tem história de vida diferente uma das outras e que, portanto, dificulta ter um padrão de comportamento que agilize os efeitos progressivos e imediatos do tratamento, seu médico necessita e muito, da máxima cooperação do paciente, quanto à prestar toda e qualquer informação à respeito do medicamento, do que tange aos efeitos causados, como: tempo de ação, efeitos colaterais, duração, término do efeito, enfim, tudo é essencial para se chegar ao equilíbrio perfeito, podendo enfim, contemplar uma vida saudável e normal.

O que pode desencadear as crises são fatores inconscientes e involuntários, provocados por uma coisa chamada “método associativo”, que faz nos transportar ao passado, sempre que a mente se depara com um fato específico presente, semelhante ao fato ocorrido lá atrás (quando bebê ou criança), que por não ter discernimento para entender, ficou gravado e guardado à espera de crescer para entender e resolver.  

Como é de caráter inconsciente, o emocional (da mesma forma) cobra essa “pendência”, sem que tenhamos conhecimento, causando no portador deste transtorno, irritabilidade e angústia, por não saber sua procedência e descontar em todo mundo seus efeitos.

Tente prestar atenção, quando e se ocorrer as crises (supondo estar se medicando), se consegue perceber algum fato que lhe cause desconforto, irritação, ansiedade ou angústia e se esses fatores são constantes ou variáveis. Peça ajuda aos familiares para ajudar a tentar identificar, mas sem sangria desatada, apenas uma tentativa de se levantar prováveis causas.  
Acima de tudo, mantenha a medicação da forma indicada pelo médico e preste atenção aos efeitos, antes, durante e quando termina (se termina antes de tomar o próximo) e os sintomas que ele provoca, se de tranquilidade ou não e informe ao médico, para acertar o quanto antes a medida certa.  É possível ter uma vida normal, mas você precisa ajudar, ok ?

Não desista, insista em querer viver bem, porque é possível.  
Que Deus o(a) abençoe e ajude.


                                                     Amadeu Epifânio

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