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segunda-feira, 28 de abril de 2014

PSICOPATAS


Prezados Leitores, a psicopatia é também um transtorno de personalidade, suscetível à qualquer pessoa, porque ainda que ganhe traços genéticos, com certeza, constitui seu gene na fase adulta, porque ninguém nasce para ser psicopata, uma vês que é a própria sociedade, com todos os seus valores distorcidos, que causa consequentemente, nas pessoas, a cultura de um imediatismo prático, egoísta, nocivo e culturalmente retrógrado, levando-as à quadros de patologia orgânicos, psicológicos, psiquiátrico e psicopatas.

Uma Semente que pode germinar dentro de nós.

                             

Há, hoje, na sociedade, o prematuro senso comum, de chamar qualquer pessoa que mata, de psicopata, levando em conta apenas a forma fria e calculista de ter cometido um crime.  Psicopatas são cautelosos, observam bem a sua vítima, antes de atacar.  Difícil saber quem são, pois agem como pessoas absolutamente normais, quando não estão em “ação”.  Da mesma forma que um mesmo tipo de transtorno mexe de forma diferente entre duas pessoas, também com psicopatas não é diferente, haja vista, cada psicopata tem formas e razões distintas, para atacar uma pessoa e matar.

Cada psicopata tem o seu histórico de vida, sua história de vida e suas frustrações, que na vida inteira não conseguiu entender e muito menos aceitar.  Quando cresce, seu desejo não são mais, desejos de um adulto e sim, desejos de uma criança machucada emocionalmente por uma grande decepção.

Como pessoas comuns se tornam Psicopatas ? 

A psicopatia é construída no indivíduo no decorrer da sua vida, como um mecanismo de defesa, que o protege contra "personagens" de determinada(s) pessoa(s), que um dia lhe fez ou fizeram grande mal.  Este mal ficou e está inserido em seu emocional inconsciente, com alto e perigoso grau de influência sobre o seu estado consciente, usando o pouco de razão que lhe resta para ter uma vida tão normal quanto os outros (como disfarce externo da sua psicopatia), enquanto circunstâncias específicas não escolha sua próxima vítima. Por isso a grande dificuldade em se identificar um psicopata. 

Por quais circunstâncias uma vítima é escolhida ?

É pelo processo de método associativo que uma vítima é escolhida, estando a mesma relacionada de alguma forma com o passado do psicopata, o que nos leva a dificuldade de se estabelecer vínculos aparente entre suas vítimas, pois que seu "modus operandi" ocorre dentro de si e não por razões externas.  Este método associativo o coloca diante de uma pessoa ou situação, semelhante à vivida tempos atrás (muito atrás), em que ele foi submetido à uma condição de medo, pavor ou humilhação.  Se para uma criança, pouco pode significar muito, imagine sendo algo realmente sério ou grave.  Descobrir esse elo de ligação presente x passado, é como tentar achar uma agulha num palheiro.

Porque o psicopata mata ? 

Porque quem toma a decisão é o emocional infantil do psicopata.   O desejo (como de qualquer um de nós, quando criança e ferido) é o de machucar também os que nos machucaram (ou lhe deram aquela palmada no bumbum).  O problema é que essa criança do emocional apenas quer machucar, mas esquece quem a força de um adulto que o carrega.  A falta de remorso em cada vítima é porque a criança pensa que só machucou (não matou) o que não vem lhe causar remorso (por algo que não fez).

Psicopatas tem consciência do que fazem ?

Por isso segue sua vida tranquila após cada assassinato, porque teoricamente ele nem sabe o que fez enquanto esteve “ausente”.  O Psicopata pode ou não, lembra-se do que fez depois de cada morte; primeiro porque quem matou foi seu emocional inconsciente e depois, por não se descobrir quem matou, para que ele viesse à se lembrar ou demonstrar algum remorso. Por isso ninguém acha um psicopata, ele está escondido dentro de uma pessoa normal. Não podemos confundir e chamar de psicopata qualquer maluco que mata por aí e é pego pela polícia, pois o verdadeiro psicopata é muito difícil achar, que dirá, prender.

Precisam ter passado por abusos na infância, pra se tornar psicopata ?

Psicopatas não precisam, necessariamente, ter sofrido algum tipo de abuso.  Pense como criança, não como adulto. Para uma criança, não precisa muito pra ela se frustrar severamente contra alguém, por causa de alguma coisa. Depois, durante a vida dela, o seu ambiente de convivência (seja ou não com os pais) vão acabar confirmando que as "pessoas são más" ou corrigindo o conceito, através do carinho e afago dos pais (ou cuidadores).  Se a convivência é negativa, ela cria esse conceito dentro de si e depois se transforma em cultura, ou seja, num conceito negativo irreversível.  Neste estágio já devemos estar falando de um jovem adolescente e que já começa à enxergar diferente certas pessoas, como bem parecidas com aquelas que um dia o machucaram.

Como é feita a abordagem com a vítima ?

O que promove a aproximação de um psicopata com sua vítima é uma coisa chamada "OPORTUNIDADE", isto é, tudo tem que está propício para se consumar o ato criminoso.  Muito provável que se uma possível vítima mudar seu trajeto habitual e, dependendo das circunstâncias, nosso amigo pode até vir à desistir de matar naquele dia, mas só vai ter adiado sua "vingança" para um novo dia em uma nova oportunidade. Tudo para não ser descoberto (como uma criança que se esconde de uma arte).

Por quais motivações um Psicopata mata ?

Como foi dito acima, o “modus operand” de um psicopata não se acha fácil, somente através das características externas dos corpos encontrados, de suas vítimas, não são suficientes para oferecer indícios de motivação para tais crimes.  A melhor forma de se traçar o perfil de um psicopata, seria fazer o levantamento da personalidade e o temperamento que suas vítimas exibiam, porque são estas as características que mais chamam a atenção do psicopata e o leva ao passado, por ter a vítima alguma semelhança (método associativo). Personalidade e temperamento estão relacionados ao emocional (tendão de Aquiles do psicopata).

Psicopata é culpado ou inocente ?

Assim como pode acontecer conosco, também o psicopata é vitima de si mesmo, do seu emocional interior e inconsciente, só que carregado de raiva e cuja a qual irá descarregar, sempre que algo vier à lembrá-lo de suas feridas, amargas e dolorosas.  Enquanto nada ou ninguém (ainda que por anos) não venha à ativar ou provocar o seu passado, ele continuará à levar uma normal como qualquer pessoa normal, exceto pelo fato de ser uma “bomba relógio”, prestes à explodir à qualquer momento, na primeira oportunidade.

Somente a Psicanálise pode curar, o quanto antes, uma pessoa, de vir à enquadrar-se no perfil psicopata, porque depois, já poderá ser tarde demais, para identificá-lo.  Psicopata, ao contrário do que muitos pensam, não é um assassino frio e calculista, mas sim, vítima do seu passado sombrio, cujo emocional interior não descansará de sua vingança, enquanto não for contido e tratado.

“Ninguém faz nada se não em razão de algo que o motive.”  


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Amadeu Epifânio - Idealizador



domingo, 13 de abril de 2014

FASE GESTACIONAL E BEBÊ


Cuidados não relevados.



Esta é a fase mais frágil de um ser humano e que muitas vezes pode  determinar personalidades e temperamentos, considerados estranhos à normalidade natural de uma criança, de um jovem ou de um adolescente.  São muitas as variáveis em que transtornos podem mudar o destino de uma pessoa, ainda já nesta fase;  razões que vão desde herança genética até abusos cometidos e passados despercebidos, excetos pela mente da criança, que bloqueia esta experiência, pra que ela possa se desenvolver bem.

Como já mencionado antes, em outros artigos aqui deste blog, as primeiras experiências absorvidas e sentidas por um feto ou bebê, não são nomeadas, não recebem nenhuma denominação e ficam em stand-by, suspensos, à espera de atingirem idade e entendimento suficiente para dar uma definição ou solução.  O grande problema é que, enquanto não se resolve, essa experiência fica armazenada num emocional não consciente, que cobrará insistentemente uma solução, causando em nós uma ansiedade e angústia, cuja qual nem desconfiamos sua procedência.  

Em razão disso, vários são os tipos de transtorno que podem se desencadear, não somente em razão de abuso, mas por qualquer ocorrência que tenha causado certa instabilidade, gerando medo ou insegurança no feto que, dependendo do tipo de fato ocorrido, para um feto, nem precisa ser muita coisa, dada sua enorme fragilidade e ausência ainda de discernimento.  

Transtornos de origem genética passam também por este mesmo processo, isto é, da falta de denominação de estranha sensação ou de uma possível limitação que podem estar sentindo gerando desde ansiedade até irritabilidade.  Tudo isso pra cabeça de um feto ou bebê, repito, nem precisa ser muita coisa.

Sempre recomendável, também por pediatras, que o desenvolvimento da gestação seja sempre o mais harmonioso possível, sem episódios de susto ou discussão, que podem deixar o feto apreensivo, por não saber o que acontece do lado de fora da barriga.  Mesmo que este tipo ocorrência seja, às vezes, inevitável acontecer, o que se sugere é que, ao acalmar-se do susto ou do calor de uma briga, que a mãe se recolha à um aposento da casa, acomode-se confortavelmente e comece acariciar a barriga, ao mesmo tempo que conversa com o bebê lá dentro, com o intuito de também acalmá-lo do susto recebido.   

Depois de nascidos, também, já que não podemos subestimá-los, achando que  eles possam não estar ouvindo gritos de discussões.  Não só podem estar ouvindo como sentindo o “clima” pesado ao redor, sendo o choro uma das manifestações de insegurança.  Se muitas vezes ficamos abalados emocionalmente, depois de uma discussão, que dirá o bebê, não é verdade ?  Com certeza essa atitude há de promover no feto, enorme tranquilidade, não sendo, portanto, necessário ficar aguardando denominação do fato ocorrido, apenas (e nem precisa de nome, apenas sentir) o carinhoso afago da mamãe.

 Atitudes como essas podem evitar que a criança possa à vir a ter algum tipo de transtorno (salvo os casos genéticos).  Há situações que a mente transforma um trauma em forma alternativa de vivência e que tenha prazer, para preservar o corpo que o abriga, principalmente durante a fase de bebê e infantil, vindo a “estourar” na fase jovem ou adolescente (como anorexia, bulimia, entre outros) quando a mente sugere que o corpo já tenha condições de entender e resolver.  Mas como já foi dito, esse tipo de experiência fica guardado no emocional inconsciente.  Psicanalistas podem ajudar a anular essa experiência, eliminando sua influência sobre o estado consciente.

Nós, adultos, não perdemos a mania de continuarmos pensando como adultos, negligenciando proporcionalmente, uma possível dor que uma criança possa estar sentindo, seja orgânico ou emocional e seja como for, conversar é sempre a melhor alternativa, em vês de palmadas (quando suprimimos as chances de trocarmos experiências, adquirindo mais conhecimento, tão necessário ao nosso intelecto).

Crianças, bebês, não vem com manual de instruções;  contudo, a melhor forma de os conhecermos bem e sabermos como lidar com eles e nas situações mais inusitadas ou complexas (como em transtornos) é saber ouvi-los, tanto as palavras quanto o coração e relevar isso no diálogo e na vida deles, pois assim, estaremos lhe ensinando que o respeito pode ser o melhor remédio, principalmente nas dores do “coração” e para a vida toda.

Viver bem é possível, só precisamos por esta ideia na cabeça... e nos gestos.


                                                   Amadeu Epifânio


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terça-feira, 1 de abril de 2014

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

O que provoca as crises ?


A Bipolaridade é um exemplo típico da dupla personalidade existente na guerra psicológica pela liderança do controle, entre o estado consciente e o emocional inconsciente. Uma batalha existente em todo ser humano e em toda sua faixa etária, desde feto até a velhice. Em condições normais (sem transtorno), diríamos que muitas vezes, essa batalha chega à estar equilibrada, favorecendo à pessoa, poder ter uma convivência social satisfatória (eu diria) com alguns percalços.

Já com pessoas que carregam consigo o transtorno bipolar, essa batalha chega à ser um pouco desleal, porque o emocional (interior inconsciente) age muitas vezes sozinho e por tempo suficiente para fazer alguns "estragos", tanto sociais quanto familiar. Enquanto em crise, o emocional age sozinho, atropelando o estado consciente, não tendo este o menor controle e muito menos a menor noção do estrago que faz seu emocional (que não é pouco, sabemos).

Ao término da ação do emocional, cai o pano da inconsciência, voltando o portador à ter consciência do estrago causado, sem muito poder fazer, senão lamentar e arrepender-se severamente, chegando a ter quadros depressivos, quando não, mais grave (suicídio), diante da sensação de impotência, frente ao problema.

O transtorno afetivo bipolar é a explosão, em intervalos não programados, de carga emocional acumulada, se não por motivos externos e provocados, também pela revolta de nada poder fazer à respeito. Existe tratamento específico e adequado que pode garantir uma convivência satisfatória (se não, agradável). 

Contudo, como cada pessoa tem história de vida diferente uma das outras e que, portanto, dificulta ter um padrão de comportamento que agilize os efeitos progressivos e imediatos do tratamento, seu médico necessita e muito, da máxima cooperação do paciente, quanto à prestar toda e qualquer informação à respeito do medicamento, do que tange aos efeitos causados, como: tempo de ação, efeitos colaterais, duração, término do efeito, enfim, tudo é essencial para se chegar ao equilíbrio perfeito, podendo enfim, contemplar uma vida saudável e normal.

O que pode desencadear as crises são fatores inconscientes e involuntários, provocados por uma coisa chamada “método associativo”, que faz nos transportar ao passado, sempre que a mente se depara com um fato específico presente, semelhante ao fato ocorrido lá atrás (quando bebê ou criança), que por não ter discernimento para entender, ficou gravado e guardado à espera de crescer para entender e resolver.  

Como é de caráter inconsciente, o emocional (da mesma forma) cobra essa “pendência”, sem que tenhamos conhecimento, causando no portador deste transtorno, irritabilidade e angústia, por não saber sua procedência e descontar em todo mundo seus efeitos.

Tente prestar atenção, quando e se ocorrer as crises (supondo estar se medicando), se consegue perceber algum fato que lhe cause desconforto, irritação, ansiedade ou angústia e se esses fatores são constantes ou variáveis. Peça ajuda aos familiares para ajudar a tentar identificar, mas sem sangria desatada, apenas uma tentativa de se levantar prováveis causas.  
Acima de tudo, mantenha a medicação da forma indicada pelo médico e preste atenção aos efeitos, antes, durante e quando termina (se termina antes de tomar o próximo) e os sintomas que ele provoca, se de tranquilidade ou não e informe ao médico, para acertar o quanto antes a medida certa.  É possível ter uma vida normal, mas você precisa ajudar, ok ?

Não desista, insista em querer viver bem, porque é possível.  
Que Deus o(a) abençoe e ajude.


                                                     Amadeu Epifânio

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segunda-feira, 31 de março de 2014

DEPRESSÃO


UM STAND-BY INVOLUNTÁRIO.



Eu vejo a depressão com duas vertentes, a voluntária (com motivação consciente) e a involuntária (com motivação inconsciente ou aparentemente desconhecida).  Antes de tudo, eu considero a depressão um mecanismo de defesa (ainda que doloroso), pois a mente (inconscientemente) se cansa de correr atrás de respostas e se coloca em stand-by, esperando que as coisas se resolvam por si só. 

Uma utópica e prolongada esperança, que pode levar muito, muito tempo, se relevado o fato de que nenhum parente sabe das razões daquela depressão (muito menos o paciente, já que a grande maioria ocorre de forma inconsciente e principalmente involuntária, haja vista, ninguém gosta ou quer ficar nessa situação).

Na depressão considerada como consciente, existe o fator inconsciente e que o portador associa sua condição à uma causa presente e aparentemente insolúvel à longo prazo. Nesse caso, uma causa empurra a outra cada vês mais para baixo, comprometendo as forças para querer se ajudar, já que parte do problema é consciente.   Já na depressão involuntária, não existe o fator consciente. O portador sente uma angústia muito grande, que não consegue descrever nem mensurar, muito menos saber sua procedência. Ela, provavelmente, tem origem interna, proveniente do nosso emocional inconsciente, que cobra pela solução ou definição de um impasse, que o corpo consciente nem desconfia do que seja.

Somente através da psicanálise será possível descobrir que impasse é esse, mas primeiramente será preciso o tratamento psiquiátrico com medicamento, para estar em condições para corresponder à psicanálise, do contrário, será muito difícil.  De qualquer forma, não dá pra ficar sem um tratamento, pois este já pode garantir um pouco de paz, tão logo a medicação comece fazer efeito.

 A demora em querer tratar-se pode, provavelmente, piorar o quadro depressivo e surgir novos e perigosos sintomas.  Depressão não é bicho de 7 cabeças, é apenas o corpo cansado (involuntariamente) querendo resolver seus impasses "secretos". 

                                                   Amadeu Epifânio


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sábado, 29 de março de 2014

Corrigindo Passos...


VALE UMA REFLEXÃO PROFUNDA.



O ser humano, desde os primórdios, vive uma verdadeira batalha consigo mesmo, numa luta pela liderança, na satisfação da vontade, tanto do seu estado consciente quanto do seu emocional infantil e quase sempre rebelde. O lado interior (se podemos chamar assim), infelizmente, para nós, é um "adversário" que pouco ou nada conhecemos, o que torna nossa luta, muitas vezes desleal e com resultados injustos, pois toda vez que somos vencidos, nossas reações costumas ser desastrosas, custando muito à nos recompor, além de atribuirmos, muitas vezes, a vitória à falsos vencedores, quando nosso maior rival está dentro de nós mesmos.

Essa batalha, meus queridos leitores, nunca será vencida externamente e sim, internamente, pois as armas utilizadas nesta batalha, está longe das carabinas, metralhadoras .30, granadas ou bombas nucleares.  As armas são invisíveis, embora bem reais, como por exemplo, nossas convicções, nossos conceitos e preconceitos, fé e arrogância, solidariedade e prepotência. Armas que também dão tiro pela culatra, se não forem usadas como se deve e que também machucam, ferem e até matam, direta e indiretamente.

Nossos conceitos de justiça, família, educação, religião e até de remédios para as dores da alma (drogas, hoje a melhor de todas), estão destorcidos e de forma exacerbada e não só isso, estamos convencidos de que o modo errado é o único que está certo e que não adianta "eu ser correto que ninguém vai me ouvir".  Com isso, o que vemos são jovens (o elo mais fraco dessa corrente) se rebelando (blacbloc's) e destruindo tudo; crimes passionais ocorrendo como nunca antes, pessoas matando por motivos cada vês mais banais.

Tudo isso porque a justiça perdeu seu poder psicológico intimidador, as pessoas não pensam mais se vale à pena fazer o que estão pensando e partem para a consumação, porque sabem que acabarão, no máximo, prestando serviços à comunidade.  A condenação dos políticos do mensalão que nos sirva de exemplo. Estamos fadados ao abandono dos valores e consequentemente, ao caos total, se pelo menos alguns, não começarem à mudar de opinião.
Para mudar a concepção das pessoas que cometem violência e depredação pública, à titulo ou desculpa de protesto por algo ocorrido, as ações de repressão não podem ter característica externa, porque violência só gera mais violência e acaba virando uma queda de braço, onde somente a sociedade é quem perde.

Para acabar com o caos, somente corrigindo a concepção errônea que se tem da justiça como um todo, criando leis que cumpram seu papel intimidador (que não precisa ser pena de morte).  Com esse fator psicológico corrigido, teremos uma grande ajuda no restabelecimento da normalidade, pois usaremos o inconsciente humano à nosso favor e não mais contra nós e parar de insistir em medidas que só retardam o equilíbrio social.

Ninguém faz nada, se não em razão de algo que o motive.   Nada é gratuito. 


Amadeu Epifânio

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domingo, 23 de março de 2014

TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS (E VOCÊ).

QUEM ESTÁ NO CONTRÔLE ?  


                       É bastante comum, em pessoas que levam consigo algum tipo de transtorno, ficarem se questionando se merecem ou o que fizeram para carregar tamanho peso sobre os  ombros. Ao invés de persistirem e levar adiante o questionamento, se entregam ao pessimismo de que nunca conseguirão livrar-se dele.  

                     Transtorno psiquiátrico (não se assustem com o nome), a gente não se livra, convive e, dependendo de alguns fatores que irei colocar aqui pra vocês, a convivência pode ser muito próxima de uma vida normal, tendo ainda a chance de perseguir os próprios sonhos e de conquista-los.  

                         Isso não é otimismo, é uma possibilidade real.

Quando somos portadores de certa condição psiconeurológica, que de alguma forma compromete (em parte) a nossa vida como um todo, é imperativo analisar o quadro sob 3 (três) faces distintas, para que tenhamos a oportunidade de mensura-lo, para que desta forma possamos descobrir o quanto de nós está sendo comprometido e do quanto ainda podemos dispor, de energia, para manter-nos no controle.  

As 3 (três) faces são:  
1) O grau de consciência ou de conhecimento, sobre o meu tipo de transtorno; 
2) O grau de controle da minha vontade diante deste problema; 
3) O meu grau de passividade diante do transtorno.  

Estas três condições caminham alternadas, diante deste ou de qualquer outro tipo de problema, neuropsicológico ou não.  Eles são termômetros que indicam o quanto estou sendo influenciado ou comprometido em minhas atividades, podendo me dar uma ideia do quanto ainda posso dispor para viver melhor. 

Há, dentro de nós, uma energia vital (libido), cuja qual direcionamos em situações que julgamos ser mais relevantes ou, quando neste caso, estamos sendo comprometido por alguma forma de problema médico ou psicológico, comprometendo demasiadamente essa energia, mais em auto questionamentos e pessimismos do que para extrair deste problema, uma forma de não me consumir em demasia, me causando transtornos.

Primeiramente, entender o que exatamente está acontecendo. Porque (sem se culpar) “fui” acometido deste tipo de transtorno e o que posso fazer para que ele não sugue boa parte da energia que preciso para desenvolver meu trabalho, tarefas e minha vida ?  Se o nosso carro apresenta um problema repentino, conhecer este problema pode fazer com que eu dê continuidade na minha viagem, com o mesmo carro, sem grandes atrasos.

Segundo, saber o quanto ainda estou no controle da minha vontade, diante deste problema médico e se não estou desprendendo e desperdiçando energia demais em auto lamentações ou pessimismo, criando um verdadeiro desfalque de energia e força, para dar continuidade em tarefas que ficaram suspensas, por conta de algo que julguei ser impossível contornar.  

Existem recursos médicos  e terapêuticos que nos auxilia à reencontrar nossa estabilidade emocional, funcional e produtiva e, se não está dando certo é porque algo está falhando.  Admitir que precisa de ajuda não é vergonha alguma.


Devemos nos conscientizar de uma coisa importante: Nossa história, nosso roteiro, já está escrito antes mesmo de nascermos e nele (escrito por Deus, nosso maior roteirista) não prevê que soframos, porém, se estamos passando por algum tipo de provação dolorosa, é porque de alguma forma saímos do roteiro, tomado talvez por demasiado desespero ou pessimismo, que nos impede de retomar nosso “script”.  

                Recomece de onde parou, converse com o “roteirista”, aproveite melhor sua energia e também a Dêle e verá que as coisas vão entrar nos eixos de novo.  Não carregamos mais peso do que possamos suportar, fique certo(a) quanto à isso.


Terceiro: Examine o quanto está demasiadamente passivo(a) diante do problema e saiba que boa parte desta energia não está tendo destinação apropriada.  Escrever estas palavras não me exime de ter problemas ou sofrimentos; eu os tenho (que também são grandes) como em qualquer pessoa;  problemas que poderiam me levar às drogas, depressão, alcoolismo ou mesmo ao suicídio.  

Apenas eu não deixo que minha energia, seja ela toda comprometida em pensamentos derrotistas e que Deus está comigo no controle, 24 horas e que me lembra disso toda vês que vejo um arco íris no céu, sinal da sua aliança conosco.


Nenhum problema é maior do que o do outro, não devemos competir se o meu problema é maior do que o seu e sim, diminuir minha passividade diante dele, alimentando o controle sobre minha energia, minha vontade e meu desejo de viver bem e cada vês melhor, dentro da minha realidade, que não é mais difícil do que outros, apenas um pouco diferente, mas que depende também de mim para torna-lo ainda melhor.

                        Se Deus não acreditasse em nós, não nos confiaria essa oportunidade de crescer. 
  
                     No tamanho do nosso fardo está a capacidade de levarmos junto, um pouco mais, daqueles que também precisam de nós.  Você é especial para Deus. Acredite nisso.  


                        Definitivamente, somos pelo o que somos.  



                                                                   Amadeu Epifânio



                       Projeto VIVA+ - Viver bem é Possível ! 


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sábado, 15 de março de 2014

ENTENDO O USUÁRIO DE DROGAS - IX

TRAFICANTES SÃO TÃO DEPENDENTES QUANTO USUÁRIO.


Prezados, todo esforço (se é que podemos chamar assim) de repressão às drogas, dos governantes, em vários países, até os dias de hoje, parece não ter causado efeito negativo para os traficantes, haja vista, continuam cada vês mais fortalecidos nesse mercado promissor, que são as drogas.  Mas apesar disso, traficantes e drogas não passam de meros personagens neste triste processo de acepção e dependência das mesmas.  Eu explico.

O que realmente difundiu as drogas em todo o mundo, não foram os que à produziram, pois estes apenas descobriram um grande filão da comunidade adolescente (à princípio) e depois os jovens e hoje, até crianças.   O filão de que estes jovens nunca estão preparados para suportar seus problemas emocionais, além de buscarem, sempre, alívio rápido para o que sentem, o que para eles é sempre doloroso, quando não, insuportável.

Pois bem, diante disso, alguém teve a infeliz ideia de oferecer um “remédio” diferente que o fizesse “viajar para longe dos seus problemas”.  A maconha.  Se repararmos bem, ninguém vende remédio para quem não precisa, ainda mais um remédio tão nocivo e com efeitos colaterais bem conhecidos.  Apesar dos avanços destrutivos na confecção das drogas, elas ainda estão classificadas na cabeça da sociedade jovem e adolescente, como “solução para os problemas emocionais”, e o mais perigoso disso tudo, é que se trata de uma concepção inconsciente da mente e não mais, consciente.  Razão disso o grande número de usuários dependentes e o enorme público alvo de “calouros”.

Se por um lado, nenhum comerciante monta seu negócio em lugar sem clientela, sabendo que não durará muito, da mesma sorte os traficantes, cuja principal mercadoria é lucro certo em qualquer lugar onde se instala uma boca de fumo.  Não demora muito e os clientes começam a chegar e tem “produtos para todos os gostos”, ou seja, ninguém sai insatisfeito e ainda tornam-se clientes ativos com o tempo.

Entre todas, a maconha é a primogênita, ponto de partida para o que seria, mais tarde, a implantação da mais nociva cultura de solução para os problemas emocionais. Ela ainda continua forte nas vendas, porém, não mais como remédio instantâneo para altas dores e angústias e sim e agora, para aqueles “pequenos incômodos”, do tipo que não dá para descrever, mas que incomoda o ego, à ponto de obrigar a mente à buscar “externamente” (por falta de subsídios internos) um remédio para a intensidade de dor que esteja sentindo, ou seja, não tão grave que precise de cocaína, mas presente o bastante que necessite de uns copos de chopp ou de maconha para relaxar (ou os dois).

Tanto o álcool quanto a maconha viciam se, satisfeitas em ambas, condições necessárias para levar seus consumidores à dependência química e psicológica.  No álcool existe a chamada pré-disposição (neuroquímica) que, reagindo com o álcool, desencadeia fatores neurofisiológicos que leva à dependência alcóolica inconsciente e involuntária.  Já a maconha tem efeitos (para alguns), mais rápidos do que alguns copos de chopp e mais o aspecto psicológico do fumante num dado momento, pode potencializar o efeito, bem como o prazer de fumar, levando à mente à absorver essa reação como “momento positivo” para o corpo que o abriga, sugerindo doravante a maconha, sempre que estiver triste ou chateado.

O “estado” de prazer aumenta, proporcionalmente, à medida que aumenta o estado de carência, afetivo e inconsciente.  É este estado de carência inconsciente, que potencializa o desejo por mais “remédio”, sem mesmo saber porque o está desejando com tanto ardor.  Este raciocínio nos leva às memórias negativas inconscientes, armazenadas em nosso emocional, interferindo sobre o nosso temperamento, na forma de falar, pensar e agir.  Enquanto isso estiver ocorrendo, perdemos parte do controle consciente, passando a dar mais atenção aos impulsos involuntários, para sua conveniente, momentânea e impulsiva satisfação.

É preciso tratar as experiências (como assuntos inacabados à espera de solução) que geraram essas memórias negativas.   A Psicanálise pode ajudar nesse processo, antes que passe à ser refém de si mesmo, involuntariamente.  Essas memórias negativas não é privilégio de poucos e sim, herança de muitos, proporcional ao histórico de toda vida de cada um, alguns com mais, outros muitos, outros com muito poucos (estes provavelmente, sufocados por uma vida estável e harmoniosa, que por toda vida não haverão de provocar incômodos nem angústias emocionais), não vindo à fazer uso de “remédios nocivos”.

O consumo de qualquer substância nociva, seja dependente químico ou não, tem seus efeitos potencializados pelo excesso de carência, tanto consciente quanto os de caráter inconsciente que, se está incomodando, precisa urgente ser tratado e corrigido, antes que se transforme em doença ou o(a) leve à drogas como cocaína ou o crack.  Não existe droga leve, pois todas tem o utópico propósito de aliviar incômodos emocionais.  Mudando esta concepção, drogas estarão fadadas à extinção e traficantes, ao fracasso.

Problemas do cotidiano somado com essas memórias negativas, pode ser uma mistura perigosa e vai depender do modo de vida que leva e a capacidade de lidar com problemas, dores e sofrimentos, que determinará sua personalidade e temperamento, que se não for satisfatória para uma convivência social e harmoniosa, deverá procurar ajuda.

Viver bem é Possível, ponha essa ideia na cabeça e na sua vida.


                                                           Amadeu Epifânio


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