Projeto VIVA +

domingo, 14 de janeiro de 2018

ENTENDA COMO NOSSA CABEÇA FUNCIONA !


  É MAIS FÁCIL QUE ENTENDER O PRÓPRIO TRANSTORNO.


Além do estímulo, o Id também influencia por causa de conflitos e traumas psicológicos, trazidos desde a infância (e até da gestação) ou adquiridos na juventude ou adolescência.  Dependendo do grau e de intensidade, pode interferir nas decisões, julgamentos e conceitos.  Para resolver isso, melhor que procure um bom profissional terapeuta e vá testando a terapia durante seu curso, para avaliar os possíveis progressos (ou não).  Faça o mesmo com o psiquiatra.  Você precisa de estabilidade, concentração e paz, então cobre.  Se ele estudou, tem o dever e as condições para te ajudar.

Entenda que, à partir do momento que sofre por conta de algum transtorno, saiba que trata-se apenas de "ecos" do passado, tendo suas sensações revividas pelo inconsciente, com o mero propósito de lembrá-los que há uma pendência interna à ser resolvida. Portanto, transtorno não é doença, mas um alerta inconsciente.  Não se martirize, não se culpe, não se deixe levar por julgamentos improcedentes de quem não tem discernimento para entender e lembre-se:  Não sofremos por ter problemas, mas por não entendê-los.  Se estude e encontrarás uma forma de conviver com o problema.   

Se souber conviver com os sintomas, sem que eles se tornem um entrave em sua vida, então poderá chegar um dia em que o inconsciente se conformará que não precisa relembrar que precisa resolver o passado, que da forma como está hoje, o corpo pode conviver em harmonia com os obstáculos já previsíveis do problema, permitindo que consiga ter uma vida, ao mesmo tempo, estável para produtiva.

O que acontece conosco, em razão de um transtorno, na cabeça de uma criança, pode ocorrer situações semelhantes, por razão até menores, mas que podem causar danos proporcionais aos de um adulto.  Isso porque subestimamos uma criança, ao tentar entendê-la na visão de um rélis adulto, ao invés de nos ajoelhar-mos, para estarmos frente a frente com o ponto de vista deles, bem como das concepçõe que podem fazer à nosso respeito.

Muitos dos transtornos (que hoje herdamos), com certeza foram gerados em alguma circunstância, em algum momento entre a gestação até os 3 anos aproximadamente (podendo avançar) dependendo.  Nenhum transtorno é genético, o que se herda são traços comportamentais, que nada tem haver com sintomas de transtornos.  Portando cuidado para não vender aos pequenos (precipitadamente) a ideia dela ter o mesmo tipo de transtorno que o seu.   Filhos não tem “cacife” para “pagar” e manter uma ideia comprada, só porque alguém já adquiriu e certamente não gostou e gostaria muito de poder devolver, se pudesse.

O amor aos filhos pode ser uma excelente terapia para livrar-se do seu transtorno.  Ao invés de afastar-se deles por achar que o transtorno não deixa, aproxime-se, ocupe-se deles, que o próprio inconsciente admitirá que está sobrando na história e deixará os dois em paz.  Preocupações como saúde, escola, sentimentos, desejos, brincadeiras, carinhos, afeto, lições de casa, arrumar o quarto, contar histórias, falar de Deus e seus ensinamentos.  Não vai faltar assuntos nem motivos para mantê-lo(a) ocupado(a).  O que tem à perder ?



Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

NÃO CONSEGUE LEMBRAR DE TOMAR A MEDICAÇÃO ?



Eis umas dicas que irão ajudá-los nessa dificuldade.


Oi pessoal, sei como é complicado tomarmos uma medicação nos horários e dias programados.  Quase sempre esquecemos e pior, não sabemos se devemos tomar outro ou esperar pela próxima hora.

Pra facilitar as coisas, escreva na cartela do remédio, os dias ou horários que precisa tomar. Se precisar tomar mais de um em horários diferentes, faça como nessa cartela, ponha o mesmo dia na quantidade de comprimidos que tem que tomar.   Pra marcar os horários, use o alarme do celular e marque pra que toque todos os dias.   Dessa forma não tem erro.   Você ainda vai poder saber se já tomou o remédio ou não.


Tomar medicações em horários certos é muito importante, porque o organismo se habitua em receber a próxima dosagem no tempo certo, pra que não haja retrocesso e ter que começar tudo de novo.   Deixa uma cartela na bolsa ou mochila também, caso esteja na rua quando tiver na hora de tomar.   Não é vergonha tomar remédio na rua, muito já fazem isso. Siga as recomendações do médico, sua saúde também depende de você.   Se cuida. Abs.


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista

              


domingo, 31 de dezembro de 2017

PARA AJUDAR VERDADEIRAMENTE OS FILHOS


PRECISAMOS TER A PERCEPÇÃO DELES.



A pior das conveniências que o ser humano pode adotar é querer proteger os filhos, segundo sua própria percepção.  Não é para menos que existem hoje mais de 250 milhões de usuários de drogas no planeta, uma prova de que essa conveniência (desproporcional) acontece no mundo todo e, não apenas em nossa casa.

As percepções entre idades adultas e de um feto, um recém nascido, de uma criança ou de um jovem, são muito grande e também variadas.  Sensibilidade, dor, angústia, ansiedade, sentimentos de perda, frustração, decepção, insegurança, medo, desespero, etc.   Como quantificar o tamanho certo de cada sentimento desses, na vida dos nossos filhos ?   Nós, adultos, não desejamos outra coisa senão que alguém venha até nós e adivinhe o que temos, para nos consolar e confortar, porque mesmo quando adultos, temos a carência de uma criança.  

Quando não mensuramos a percepção dos sentimentos de uma criança ou de um feto, estamos simultaneamente, banalizando estes sentimentos e, nossos filhos não sofrem apenas pela dor que estão sentindo, estão sofrendo também por nossa omissão e negligência.  Um sentimento em dobro que está sendo registrado em seu inconsciente, para que (conforme a intensidade da sua dor), possa vir à se transformar em algum tipo de transtorno, como Ansiedade, Déficit de atenção e hiperatividade, Depressão e outros, conforme as características do evento, capacidade cognitiva e condições psicoemocionais deles.

Existem inúmeras situações em que fazemos e dissemos coisas, das quais nem nos damos conta, mas que atinge os filhos como uma flexa invisível e certeira direto no coração.  Críticas depreciativas, ditas no calor do momento, pode causar severos transtornos psicológicos (senão mental) numa criança.  Palavras como: “Você nunca faz nada direito”  ou  “Nunca vai ser nada na vida”  ou  “Você não serve pra nada” e outras de mesma natureza, gravadas pelo inconsciente, vão entrar em choque mais tarde, com a vida daquela criança, na adolescência, que mesmo tendo seus sonhos e projetos, vão estar sempre ameaçados, porque o inconsciente estará sempre lembrando aquelas palavras, dizendo pra ele justamente o oposto.

As relações familiares estão fragilizadas, os sentimentos banalizados, as conveniências ordenando que cada um pense em si próprio e achando que os demais entenderão e aceitarão o ambiente em que vivem.  Ou seja, até os fetos já estão sendo treinados à entrar em rodovia expressa em alta velocidade e adotam aquilo que absorve, como sendo o certo e padrão de conduta e também referência.  Como crianças nascem acreditando num “mundo perfeito”, qualquer situação fora do normal, gera expectativas se voltará à acontecer de novo e quando.  Tudo por causa da percepção que se faz em torno dos filhos.

Outro exemplo está na percepção auditiva de sons, entre adultos e fetos.  Uma gestante que vai ao estádio de futebol ou à uma festa de Revelion, provavelmente verá e ouvirá fogos de artifícios. Para ela, adulta, aqueles sons são toleráveis, já para o feto, podem ser perturbadores e insuportáveis, não apenas pelos estrondos, mas em razão do feto estar num ambiente fechado, sem nada poder ver, para que possa discernir sobre a origem do barulho.   Se fizéssemos nós, a mesma experiência, tenho a certeza que nos sentiríamos da mesma forma.  Como saber as condições que fica um feto, diante de uma experiência tão perturbadora ?

Mas a preocupação com banalidade sentimentos e deproporcionalidade perceptiva não ficam apenas na idade tenra, pois que crianças maiores e jovens também sofrem com sentimentos que não conseguem entender e, por não entender, não conseguem lidar e, por não conseguir lidar, sofrem.  O que poderia aplacar essa dor, seriam as relações familiares, embasadas em respeito, diálogo e afeto, porém, como essas características andam escassas por causa de um mundo cada vez mais capitalista, eletrônico e violento, nosso inconsciente racional (que seleciona em nós, nossas “aspirinas”), por falta dessas relações familiares (para conter a dor e enorme angústia), acaba fazendo uso de outros recursos, de eficácia mais ágil, como drogas e álcool.  Não é uma escolha consciente e voluntária, acredite.

Toda construção se firma sobre alicerces.  Dos filhos, a família, desta, a relação conjugal.    A causa antes da consequência.   Corrigindo onde o problema começa, as consequências cessam e retomam sua forma original, filhos voltam pra casa, relações conflituosas se resolvem e o núcleo da terra volta a girar.   Não adianta consertar um furo no cano sem fechar antes, o registro.

Uma tripulação unida é a certeza de uma viagem segura.  Pense nisso.


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista

               

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domingo, 24 de dezembro de 2017

A IDEIA QUE FAZEMOS DO NATAL



JÁ PAROU PRA PENSAR NISSO ?





Feliz Natal e Próspero Ano Novo

São os Votos do Projeto VIVA+
Corrigindo Passos para um Caminho + Seguro.

Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista Auto-Didata


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PSICOPATA TEM CURA II


Porque a cura é possível ?


Ao contrário do que possamos imaginar, a (verdadeira) psicopatia tem cura.  Entende-se como psicopatia (não uma doença), mas uma condição psicológica (reversa, eu diria), isto é, quando as ações estão centradas apenas em instintos advindos de experiências passadas, vividas mas não compreendidas e, em razão disso, absorvidas em sua interpretação bruta (não lapidada).   Tais experiências podem estar centradas em apenas um único e doloroso episódio ou, numa sequência constante de vários episódios, todos em torno de um mesmo universo motivacional.

Este universo motivacional (e não o corpo que o abriga) é que será o responsável pelas ações que o (paciente) psicopata tomará, à fim de não só reviver seu passado, como vingar-se dos que lhe causaram tamanha dor (quando era ainda uma criança), seja sobre ela ou que ela tenha assistido alguém que ela muito gostasse, amasse ou viesse à idolatrasse, ser maltratado, agredido ou morto.

Devo reiterar uma observação que sempre passa batido por uma grande maioria de pessoas, quando se trata de mensurar a dor de alguém com idade muito inferior à sua, ou seja, crianças de idade de cinco à seis anos, bebês de pouca idade ou até mesmo, de um feto em formação.  A visão que muitos adotam nessa hora, é tentar imaginar a dor dessas crianças porém, na sua visão de adulto, o que representa uma grande e enorme disparidade, onde os “pequenos” sofrem o preconceito de se ver menosprezado, seu pequeno grande incômodo, perturbação ou sofrimento.   

O que uma criança de pouca idade, possa considerar como sofrimento, perder seu animal de estimação, os adultos o consideram (no máximo), como uma grande tristeza (e reversível à curto prazo). Dizer para uma criança: “compraremos outro animal de estimação” é passar por cima dos sentimentos dela e certamente (e inconscientemente), isso jamais será perdoado, além de criar apatia (também de maneira inconsciente), contra a pessoa que lhe fez tal promessa.

Quando isso acontece, a mente (por seu inconsciente Id) guarda e grava esses momentos, para mais tarde poder explicar ao corpo que o abriga, o que de fato lhe ocorreu (que pode estar lhe causando enorme desconforto psicoemocional). Quando o corpo (consciente) é tomado pelas lembranças do passado (sem compreender sua origem e procedência, por estar no obscuro inconsciente), as circunstâncias de sua condição psicoemocional o obriga à uma escolha cruel.  Como numa balança,  onde cada lado pesa, de um lado seu consciente e do outro suas lembranças.  Sua capacidade cognitiva diante da dor é quem determinará o lado da balança que prevalecerá, norteando aritmeticamente sua vida, à partir de então.  

Esse é o dilema do psicopata, quando considera sua vida envolvida e mergulhada numa condição da qual não consegue mais lutar, passando à submeter-se à escravidão inconsciente de suas lembranças dolorosas, como se fora viver o próprio filme, como o próprio protagonista.  Uma vida paralela porém involuntária, que viverá como se fosse a própria realidade.  Uma condição que jamais o fará desejar se tratar, pois que, para ele, não há o que tratar.

A única forma de tratamento consiste na internação e isolamento compulsório, tirando-o do ambiente (que é a sociedade) que alimenta seu passado e suas terríveis experiências.   A sociedade, direta e indiretamente, mantém suas lembranças, como um vulcão ativo sempre prestes à explodir.   É preciso primeiro, eliminar a provocação através do isolamento, dar um tempo para que se esfrie as reações provocadas pelas lembranças e somente então o terapeuta poderá começar à trabalhar.

Todo se esse processo poderá ser bem extenso, à depender das resistências que o inconsciente fará sobre o corpo e contra o tratamento (o que de certo modo é previsível).  A internação compulsória não é apenas necessária, mas uma condição,  pois sem a qual, seria como consertar uma mangueira furada sem fechar o registro de água.

Uma outra questão relevante está na estrutura médica e hospitalar, para tratar pacientes com histórico psicopata.  Não creio que exista esta estrutura em países subdesenvolvidos e, infelizmente o Brasil caminha para esse “Status” (se já não está), graças aos esforços de nossos ilustres governantes, que tanto se esmeram em desviar (sabe-se lá pra onde) os recursos que deveriam ser destinados à saúde pública, de forma geral.

Sim.  Acredito (como defendo) que a psicopatia tem cura, desde que, tratada à altura que a demanda exige, com respectiva atenção, respeito, profissionalismo médico e estrutura compatível.  Entende-se como estrutura compatível, onde as condições de hospedagem (enquanto em tratamento), possa proporcionar-lhe ambiente harmonioso, sem qualquer atitude preconceituosa e discriminatória, em razão da “fama” psicopata que carrega o paciente, por parte de funcionários, corpo de enfermagem ou mesmo por qualquer dos médicos, psiquiatras ou de qualquer outra especialidade.  Se assim não for, o paciente encontrará na sua internação, ambiente propício para sustentar sua psicopatologia, podendo (e muito), retardar consideravelmente seus progressos terapêuticos.

Devo citar, como exemplo, as condições existentes em Instituições correcionais, que abriga menores infratores.  As condições em que são submetidos e tratados, acabam por alimentar, os já comprometidos conceitos negativos, que pesam sobre uma sociedade injusta e preconceituosa e, à medida que crescem e tem de deixar essas Instituições públicas (em razão de terem atingido menor idade penal), vão para as ruas, para voltar à sobreviverem (não com violência), mas de qualquer outra forma, para continuar a viver e alimentar-se.  A violência, em cada um deles, é proporcional à experiência que já tiveram e do quanto já foram menosprezados e maltratados, tanto pelos funcionários dessas instituições (que já é de conhecimento público), quanto de uma sociedade (incluindo o Estado) que mais os despreza do que ajuda de alguma forma.

O que separa um doente de sua patologia é a qualidade do tratamento que recebe (quando recebe).



Professor Amadeu Epifânio

Pesquisador/Psicanalista