Projeto VIVA +

terça-feira, 19 de maio de 2020

BENEFÍCIOS DA ADOÇÃO (2ª Parte)



  LEVAR EM CONTA O SENTIMENTO DE PERDA E ABANDONO. 


Num primeiro momento, quero que saibam que não é fácil falar sobre isso pois, faz parecer que estou “desestimulando” o gesto de adoção.  Nem de longe isso procede porque, não posso desestimular uma atitude tão nobre.  Por outro lado, vê-se pessoas tão ansiosas em querer adotar, que dexa passar batido, problemas que poderão (ou não) surgir depois de certo tempo.  E não estou falando de transtornos.

É bastante previsível que metade das pessoas que conseguem adotar, com o tempo se queixam que o mesmo começa à manifestar traços de rebeldia e desobediência, quando não, de rejeição pelos pais adotivos.  Isso não é nenhuma novidade, basta colocar-se no lugar deles.  Se imaginar uma criança com a idade dela (ou dele), ter perdido de vez os pais, falecidos ou não e, se não, são duas dores pra carregar, da perda e do abandono. Problemas comportamentais não são privilégios só de crianças adotadas. Podemos causar os mesmos problemas em nossos filhos próprios.

Como podemos esperar que de repente, de uma outra pra outra, eles comecem à ter que confiar em pessoas estranhas (ainda que estas o estão querendo adotá-lo) ?  São duas coisas diferentes, não podemos misturar.  Primeiro é preciso mostrar que ele é bem vindo ao novo lar mas, de forma alguma se deve “forçar a barra”.  A aceitação e interação deve ocorrer de forma natural (o que pode demandar certo tempo).  Lembram das fases de luto, que todos que perderam um ente, costumam passar.   Pois bem, esta criança pode não ter passado ainda, por não entender direito o significado de perda, por morte ou por abandono (um mais doloroso que o outro), tendo que lidar com os dois.

As fases do luto são: Negação-Raiva-Barganha-Tristeza (pela saudade e não por depressão) e finalmente, aceitação.  Não podemos confundir tristeza com depressão.  Mesmo uma tristeza profunda não é estado depressivo.  Parece que as pessoas usam o termo depressão como uma forma de escudo, pra que a sua dor seja respeitada, até mesmo (ou principalmente) por aqueles que não tinham empatia pelo falecido.  A dor de uma perda é forte, com certeza entendo sua dimensão.  Até hoje, quase 50 anos depois, sinto uma falta enorme do meu Pai, como tivesse partido à poucos dias.

Precisamos respeitar e perceber os momentos da criança adotada, todos os momentos pelo qual passou, até que fosse posta para adoção, ainda estão latentes em sua memória e somente com o tempo, poderemos (não tirá-los, porque é impossível) mas, “sufocá-los” com o acolhimento dos pais adotivos.  Ela precisa de tempo para entender e processar o que acontece em volta.  Não é para tratá-la como estranha, por ela se achar desta forma (já basta ela se sentir assim), mas é inevitável que o passado possa (ou não) vir visitar algumas vezes.  

Não vou me estender, só vim reforçar a palavra Percepção.


"O que hoje é um Paradoxo para nós, será uma verdade demonstrada para a posteridade".   (Denis Diderot)


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista Autodidata.










segunda-feira, 11 de maio de 2020

COMO LIDAR COM O LUTO ?



POR ALGUÉM QUE SE FOI.



Não há nada mais triste que a dor por alguém que se foi.  À depender da forma, essa dor pode ser ainda maior.  Muitas pessoas se amparam no desejo de que, a pessoa que causou a morte do ente, que sofra tanto ou mais do que os que ficaram à chorar a partida.  Eu fiz questão de pôr a foto de uma vela acesa, justamente para que em momentos como estes, não deixe apagar a luz interior, deixada pela saudade.

Se nos apegamos à ressentimentos, diminuímos a luz que temos, que nos impede de vermos tudo de bom deixado pelo nosso querido ente.  Não podemos deixar essa luz apagar.  Não precisamos ficar torcendo pela insucesso ou a dor, de quem provocou a morte do ente, isto porque, o que se faz de mal aqui, deverá ter sua reparação, num futuro próximo e certo.  Melhor ainda, devemos ter compaixão do mesmo, porque o sofrimento que ele passará, será tão grande e tão forte, quanto o que sentimos agora.   Há ressentimentos e desejos que vingança (disfarçados em desejos de justiça) que impedem a ascensão dos que perdemos.

Uma outra concepção que usualmente é utilizado nessas ocasiões, é o termo DEPRESSÃO (em lugar de uma tristeza profunda).  Apesar da semelhança das expressões, a primeira sinaliza doença, enquanto a outra, um momento difícil porém, certo que cedo ou tarde se aplacará.  Não importa o tempo que tenhamos vividos, todos nós temos nosso retorno certo ao Pai de todos, que é Deus.  Isto porque nossa vida é centrada numa missão, num propósito e que, cedo ou tarde, se cumprirá.

A humanidade ainda não aprendeu a absorver o significado de “perda” e, sempre sofrerá mais ou menos, pela suas, não importa se materiais ou familiares.  Acreditar ou desejar, que nosso ente tenha ido para os braços do Senhor, é a coisa mais sensata e correta, que podemos e devemos fazer.  Não devemos mesclar este desejo com os rancores decorrente do fato que vitimou nosso ente.  Só devemos escolher um dos dois desejos, tendo a certeza de que o primeiro será prontamente atendido, enquanto o segundo nos consumirá aos poucos, nos fazendo até, adoecer.

Ou vivemos das boas lembranças deixadas por quem sem foi ou deixamos de viver por conta do ressentimento sobre o que levou nosso ente.  É impossível viver as duas coisas e, para o bem daquele que se foi, o pensamento positivo torna nosso desejo ainda mais certo, que aquele se foi, se encontra-se nos braços do Vosso Pai.

Mesmo sabendo que um dia a vida acaba,
 nunca estamos preparados para perder alguém.
(Nicholas Sparks)


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista Autodidata.










segunda-feira, 4 de maio de 2020

COMO SALVAR NOSSOS FILHOS...



 PRA QUE NÃO PULEM DO BARCO ?



Prezados leitores, fiz questão de escolher, especificamente, esta foto (acima), por ser uma atitude bastante comum, ocorrendo em filmes, novelas e na vida real.  Ela retrata a figura de um ser humano pulando do barco, após sentir sua permanência ou viagem ameaçada.  Um retrato bastante comum da realidade do ser humano, hoje em dia.  Sempre que seu ambiente (onde reside), começa à tomar ares de que está “afundando”, a primeira providência como reflexo (ou extinto), é tentar afastar-se o quanto puder. Certo ?

Pois bem, não há restrições quanto a idade, gênero ou parentesco, de que tal decisão seja necessária num dado momento.  Existem variáveis que poderão (ou não) influenciar a decisão, avaliando se os fatores que induzem ao feito, serão repetitivas, determinantes ou oscilatórios e o quanto.  Muitos não aprimoram sua percepção, à fim de perceber o quanto suas ações (como pais) estão provocando nos filhos, conceitos negativos, os quais poderão levar para a vida adulta, carregando consigo ainda, complexos ou transtornos psicológicos, que levarão para a vida toda.

A grande maioria dos fatores que influenciam as decisões dos filhos, em querer pular fora do barco, vem de muito cedo, alguns casos ainda do ventre materno, gerando problemas como esquizofrenia, ansiedade e autismo.  Se não tiverem nada até o nascimento, os problemas podem tender para ansiedade, Tdah, Pânico ou Depressão (nunca mais do que um).   São fatos considerados cotidianos, sem valor ou dano, achando que foram esquecidos quando a criança age ou brinca naturalmente, sem saber que a ofensa ou bronca que recebeu, ficará gravado e guardado dentro de si, pelo resto da vida (como em todos nós), podendo ou não interferir.

Mas o que significa a expressão “pular do barco” ?  Os filhos pequenos não podem fazer tal coisa, o que certamente estariam fora do contexto, certo ? Errado !  Esta expressão vale para todas as idades se, provocado por uma circunstância que obriga os filhos à se defenderem e se protegerem psicoemocionalmente, à fim de que possam manter seu desenvolvimento, de maneira estável e saudável.  O que provoca nos filhos, tais medidas auto-preventivas, é uma situação da qual já citei em outros artigos, que é a falta de percepção Etária, isto é, não colocar-se em idade semelhante à dos filhos, para tentar compreender a percepção deles ou, saber qual abordagem utilizar, proporcional ao tamanho e idade, frente à uma travessura.

Cada idade procede conforme as experiências já adquiridas e armazenadas em seu próprio HD, ficando à cargo dos inconscientes, administrar as causas, efeitos e defesa, sendo uma delas a expressão “pular do barco”, ou seja, manifestar interesse em outros focos e atenções que não os pais, uma vez que, com estes, já tenha experimentado o significado da palavra frustração ou decepção.  A mudança de foco pode estar ligado à diversas coisas, conforme o ambiente e convivência familiar. Assim como os pais se esmeraram pra errar, agora mais ainda pra corrigir o erro.

À depender de cada situação, se desvantajosa ou negativa para os filhos, estes agem conforme seus inconscientes que, por sua vez, pelo (tipo de) conhecimento adquirido até aquele momento, podendo vir à brigar pelo seu foco, representado pelo gesto de rebeldia, à depender da idade, temperamento e personalidade.  Vou dar uma dica aos pais, o qual espero que propaguem para outros pais que conheçam, por tratar-se de uma orientação essencial para o bom desenvolvimento das relações com os filhos.

A primeira regra (sempre com a palavra PERCEPÇÃO em mente), é perceber, desde cedo, o perfil do filho ou filha, fecundado e já formado no útero e, à partir de então, ter atenção ao comportamento e alterações de humor (que sempre irão ocorrer).  O apego à figura materna é natural, em razão do processo de simbiose, isto é, o ato de preferirem a mãe, o mais próximo e pelo maior tempo possível, enquanto amamenta ou é posto para dormir.  A figura paterna muitas vezes no início, é tida como concorrente ao afago materno.  Observar o comportamento e intervir nas mudanças, representa para os filhos, que eles não estão só.  Por outro lado, a não percepção, omissão ou negligência com a dor dele, poderá ser representado como frustração, iniciando neles o conceito respectivo.  Por essa razão é essencial que exercitem o raciocínio e a reflexão.

Persistindo a desatenção, progride para o temperamento, exigindo com mais ardor suas preferências, exigindo do pais “desavisados”, atitudes como castigo e punições, contribuindo para progressão do temperamento para a personalidade, ficando agora, muito mais difícil reverter o quadro rebelde e afastamento afetivo para com os pais (ou um dos dois).   Por tratar-se (sua nova personalidade) de um processo de natureza aritmética, da mesma forma exigirá esforço e tempo demasiado, para reverter tal postura.  Se, em razão dessa personalidade, a casa virar um campo de batalha pela conquista da razão, o filho poderá (tão logo sua condição lhe permita), pular literalmente do barco, preferindo passar mais tempo fora de casa do que do convívio familiar.

Não preciso dizer que tal condição o torna vulnerável à influência de portadores de drogas de toda espécie, especialmente cocaína, que é por onde a dependência começa. Existem fatores que podem impedir este tipo de ameaça ou adiar sua revolta para o hábito de beber, até que adquira a compulsão alcoólica.  E pensar que tudo começou por uma bronca, censura ou castigo, os quais evoluíram para um progresso mais tragicamente inocente, sem se quer, manifestar intenção de contrair tais tipos de escravidão psicológica.

Num ciclo interminável, transferimos aos filhos a educação que recebemos, sem grande progressos, sendo eles próprios, ou adotados.  Nos anos 50/60 a educação era uma só, austera em qualquer parte do planeta.  Hoje não, temos centenas de milhares de famílias, com seu modo peculiar de só criar em vez de educar.  Na concepção atual, criar é o que fazemos com os animais de estimação e educar, é ensinar aos filhos, noções do que seja certo e errado.  Não os ensinamos à exercitar o raciocínio e reflexão, à fim de que possam julgar com aprofundamento e prudência.  Em vez disso são levados pela correnteza do erro, inveja, ciúme, agressividade e letalidade por banalidade.  Um dos inconscientes era pra ser dotado de princípios, mas não são fortes o bastante, contemplando a zona de conforto em que vivem, sem expressar interesse em novos aprendizados, especialmente com os erros, dores e sofrimentos.

Crianças precisam aguçar sua criatividade e destinar para objetivos que engrandecem sua auto estima, não precisando tanto dos elogios de terceiros.  Smartfones não servem apenas para procurar Pokemons, jogos ou conversar com estranhos pelo Whatsap.  Eles também servem para pesquisa escolar, supermercados e lojas de autopeças, se ½ palavra basta.


É no problema da educação que assenta o

grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.

(Immanuel Kant)


   Professor Amadeu Epifânio
   Pesquisador/Psicanalista Autodidata.









quarta-feira, 29 de abril de 2020

QUAL SUA VISÃO DE MUNDO ?



COMO SE VÊ ALÉM DE SI MESMO ?


Vou começar este artigo, relembrando a frase do Pensador Fiódor Dostoiévski, quando diz: Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te à ti mesmo”.   Esta frase conta com dupla interpretação, isto é, induz o pensamento que devemos nos preparar, quando para nos atirarmos em alguma aventura ou batalha e, a segunda interpretação nos reporta ao interior de nós mesmos, numa viagem nunca antes feita e, muito menos se quer, imaginada.  Vencer à ti mesmo é atirar-se para dentro (não do corpo humano), mas para o interior dos nossos pensamentos, desejos e feridas, todos desejando ardentemente ser expulsos de dentro de suas prisões pois, enquanto lá estiverem, estarão nos incomodando.

Numa ordem cronológica, primeiro ocorre em nós uma ferida de natureza psico emocional.  Em seguida manifestamos o desejo de tirá-la de nós, dada a dor que nos causa. Por último o pensamento, o qual arquitetará a forma de vencer as resistências desse desejo. Não é simples nos livrarmos das feridas emocionais.  A grande maioria as pessoas mal sabem que às tem, muito embora induza à reações individuais, ao mesmo tempo que variadas, com o intuito de exibir ao mundo que há algo de errado consigo, na ânsia de que percebam e nos ajudem, mas infelizmente a humanidade jamais se preparou para este tipo de desafio e acabam também reagindo indiferente às nossas reações (em razão dos sintomas).

Por mais que nos incomode, o ser humano não consegue ser investigativo e tentar descobrir o que está acontecendo (porque nunca foi treinado para isso).  Por isso ele sofre (não pelo o que passa), mas pelo o que não entende.  Desenvolve reações e manifestações que podem ferir à si próprio ou à terceiros de várias maneiras e intenções, proporcionais à concepção que a ferida interior (e invisível), lhe causa.  Muitas são as influências que nos fazem agir impulsivamente, à começar por dentro e estimuladas externamente, através do ambiente que vivemos e frequentamos.  Como passamos a vida, mais reagindo que agindo, não nos sobra tempo para reflexões, para ao menos deduzir o que nos passa.

Nossas feridas são nosso desprazer, as quais não conseguimos nos livrar, por mais que queiramos e tentamos, simplesmente por nos fornecer uma visão diferente do mundo que vivemos.  Para nossa ferida, o mundo não existe por si só mas, para nos atingir e tirar nossa paz e tranquilidade.  Não é uma visão alucinógena, apenas deturpada mas, suficiente para alterar nosso norte em relação à vida que precisamos levar, seja laborativa, social, familiar ou solitária.

Pare o que está fazendo, observe como a ferida se apresenta pra você e defina o que quer, estabelecendo um novo foco (independente de tudo).  Nada haverá de ser maior ou mais relevante que este foco.  Que seja ele contínuo, sem prazo certo para concluir, mas que tenha um propósito, para que sua busca seja determinante e indiferente às resistências que surgirem, para neutralizá-lo.  Se possível escolha mais de um foco com propósito, cuja atenção seja prazerosa (não forçada para evitar a ferida).  É uma ferida psicológica e, para isso, devemos combater “fogo, com fogo”. Cabeça vazia, oficina de nossas feridas e laboratório de reações indesejadas.  Areia movediça.  Por essa razão o foco há de ser de natureza prazerosa, determinante e contínua.

Feridas podem esconder-se no medo, na insegurança, no egoísmo, na avareza, acomodação, autoritarismo, ressentimento, impaciência e tantos outros.  É preciso antes, identificar e reconhecer o problema, para saber como abordá-lo ou tratá-lo.  Identificar a intensidade e as limitações que me impõe.  Aceitá-lo como um vírus, letal apenas à medida que o considero como sendo mais forte que eu.  É hora de fortalecer focos e priorizá-los. Não deve ser considerado uma disputa de território.  Você é seu território, está dentro do seu próprio castelo, portanto mais fácil de agir e manter seus focos.  A ferida se manterá neutralizada e ignorada, não precisando dar nenhuma atenção.  Com o tempo sua mente entenderá (e manterá) o que for mais relevante para manter sua vida psicoemocionalmente estável.  Se não estabelecer seus focos, seu inconsciente escolherá outras opções (indesejadas) para conter os sintomas resultantes da ferida, como álcool, drogas e outros.

Vivemos pela percepção da vida que levamos e da perspectiva de futuro que temos.  Ou seja, nada é definitivo, tudo pode ser alterado e pra melhor.  De várias formas podemos enfrentar nossos temores, primeiro identificando-os e qualificando, depois reconhecendo nossa capacidade em ignorá-lo, focando no que for mais importante. Se não pedimos para ter nossas feridas, não precisamos “fazer sala” pra elas, tendo coisas mais relevante pra fazer e valorizar.  Espiritualmente falando, temos nossas dívidas carnais para enfrentar e resgatar porém, não significa ficar parados e sofrendo por isso.  Muito menos significa uma fulga deste propósito (desde que usemos nossa vida para propósitos certos, produtivos e evolutivos).  Deus nos fez fortes e sábios e é o que nos torna diferentes entre os outros, isto é, o quanto de sabedoria usamos para o bem.

A melhor maneira de ajudar alguém com uma ferida assim, é não censurar e mostrar-se solidário e sincero. Pessoas que passam por sofrimento, podem identificar falsidade à distância.   Alterações repentinas de comportamento e humor, podem ser os sinais, de que essas feridas podem estar influenciando mais do que se imagina.  Hora de procurar ajuda profissional de um terapeuta cognitivo, para tratar, não as feridas mas, as alterações causadas por ela, para não perder o foco pré-estabelecido, lembram ?

Precisamos resolver nossos monstros secretos,

nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.

                                                    (Michel Foucault)


Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador/Psicanalista Autodidata.