...Para um Caminho + Seguro. (A Páscoa)
"CORRIGINDO PASSOS PARA UM CAMINHO + SEGURO". (Prof.Amadeu Epifânio - Psicanalista Cognitivo)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
CORRIGINDO PASSOS...
...Para um Caminho + Seguro. (A Figueira)
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
NOSSAS CAIXAS PRETAS II
SOMOS
PELO O QUE SOMOS !
Esta é uma frase antiga que eu criei em minhas aulas de filosofia na
faculdade direito (que não consegui concluir).
Somos pelo o que somos define bem a foto escolhida para esclarecer, o
que na verdade promove em nós, reações
que fogem ao nosso controle e nos causa desde machucados, feridas emocionais,
vários transtornos, dependências química e alcoólica, quando não, óbitos.
É o que somos por dentro que gera e mantém nossa incapacidade de nos
livrar dos nossos problemas, não importando quais sejam nem sua dimensão e o
quanto ele nos consome, compromete e interfere em nossas vidas, nossos planos,
sonhos e relacionamentos diversos.
Conforme já havia afirmado no texto anterior sobre o mesmo tema, somos
dotados de duas caixas pretas (tal como nas aeronaves). Numa delas está sendo registrado toda forma
de conhecimento que adquirimos ao longo da vida. Na segunda caixa é registrado e guardado
todas nossas experiências emocionais, de qualquer intensidade, tanto boas
quanto negativas e infelizmente, para a grande maioria das pessoas, às de
natureza negativa se sobrepõe às positivas em grande número.
Também já havia dito que esta caixa, das nossas experiências é vazada, de
forma que seu conteúdo, muitas vezes e desde cedo, já interfere em nosso
temperamento, interferindo também em nosso julgamentos e conceitos à cerca de
várias situações do nosso cotidiano, em maior ou menor grau. Este conteúdo representa o estado que estamos
dentro de nós, provocado uma série de eventos absorvidos numa fase muito
precoce da nossa vida (também passado despercebido) pelos nossos pais.
Este conteúdo, passado algum tempo, estabelece a condição emocional que
nos tornamos por dentro, representado pela criança (em nós) que vivenciou
situações que podem tê-la deixado instável de alguma forma. Esta instabilidade interfere na forma de
julgamento à cerca de muitas coisas, podendo nos deixar inseguros quando da
tomada de decisões importantes e cruciais.
É uma combinação de fatores que irá determinar o grau dessa influência
sobre nosso estado consciente. Os
fatores são:
a) Ambiente familiar ou
pessoal
b) Ambiente social
c) Condição emocional
atual
d) Tolerância diante de
adversidades
e) Conteúdo constante
no reprimido (caixa preta).
f) Grau de discernimento perante as
dificuldades.
Estas são as principais
condições para estar ou não, submisso à influência inconsciente das lembranças
infantis, que podem ter marcado sua vida lá atrás (mesmo se reconciliado). Elas podem tanto deixá-los emocionalmente
inseguros quanto mantê-los em condições de fragilidade emocional por tempo
estendido e até persistente. Por isso
não se deve tratar apenas os efeitos mas principalmente a causa.
Se não consegue ser
firme ou determinado em manter um trabalho, projeto ou condição profissional ou
social, procure um terapeuta, para descobrir o que atrapalha e torná-lo mais
forte no controle da própria vontade.
Essa influência só age quando temos dificuldade em administrar
conflitos, deixando-nos instáveis ou inseguros.
Quanto mais auto controle tivermos, menor a influência.
Não perca tempo
lamentando a situação; pelo contrário,
aproveite a oportunidade para se fortalecer, reforçar a capacidade de entender
e aceitar o imprevisto como teste de amadurecimento.
Somos pelo o que somos,
em qualquer situação. Pense nisso.
Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador / Psicanalista
PERSONALIDADE REATIVA COMPORTAMENTAL
Influência Pregressa em Respostas Emocionais
Corrigindo Passos para um Caminho + Seguro.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
FILHOS REBELDES
ESTÁ DIFÍCIL DOMÁ-LOS ?
Eis um grande mistério para os
pais, adultos e até professores, que é entender a criançada de hoje, para poder
educá-los, ensiná-los, orientá-los mas sem...tocá-los. rsr Não é verdade ? Entender o porque de tanta hiperatividade,
autonomia, criatividade, agitação, rebeldia, agressividade, ciúmes, etc.
Terapeutas, educadores, psicólogos
e pais, atribuem falta de limites, excesso de mimação e de vontades e por
aí vai. Será ? Educação é feito remédio controlado para
transtornos psiquiátricos, ou seja, quando dado o "remédio" certo
para o "diagnostico" certo, o remédio funciona porém, quando dado um
remédio para o diagnostico errado, o que se espera é uma série de efeitos
colaterais e, muitas vezes, até persistentes.
Quero dizer que adotar uma medida
supondo ser problema que acreditamos, acabamos por agravar ainda mais, retardando qualquer chance quanto à uma solução de conflitos. Antes de dizer o porque de tudo isso, vale
lembrar algumas falhas banais que os pais cometem hoje. Primeiramente, família hoje, não mais dialogam, se
comunica: vem comer, vai dormir, vem jantar, onde vai, volta quando, já estudou
? toma cuidado, etc.
Outra falha (que já comentei
algumas vezes em outros artigos) é que, pais que tem filhos pequenos se
esquecem de "ajoelhar". Ou
seja, querem adivinhar as razões do comportamento arredio porém, pensando como
adulto; Não vai chegar à conclusão nenhuma exceto se não, algo que vá contra ao
que a criança espera de uma postura democrática e justa, por parte do genitor
que esteja em conflito (ou outro membro da família). Se essa postura dos pais for uma constância,
o resultado será (por parte da criança) a criação de um conceito aritmético
negativo, difícil de reverter e, em razão dos pais não entender, acabam endossando
o conceito.
Se quiserem reverter a postura
apática do filho, seja em relação ao pai, mãe, irmão ou à qualquer outro membro, terão de fazê-lo também de forma aritmética reversa, ou seja, posturas positivas que
deverão ser adotadas e mantidas com certa freqüência, à fim de que o
inconsciente da criança seja antes (do lado consciente) convencido da real
intenção de mudança, para que influencie o lado consciente.
Outra razão de mudanças precoces e
bruscas nos filhos, como rebeldia, insubordinação, agressividade, brigas com
colegas, dá-se em razão de uma característica imposta pelo inconsciente, de
auto-desafio (e sem limites, diga-se de passagem), à fim de compensar o distanciamento
afetivo dos pais, obviamente sem intenção.
Atitudes que passam batidos, achando que a criança jamais vai perceber
ou se importar. Mas se importa, porque
criança (especialmente os pequenos do zero aos dois anos de idade, em média),
ainda depois de nascidos, desejam estar coladinhos na mãe o tempo todo e, nos
dias atuais, esse ritual já não é tão praticado como eles queriam.
O resultado é uma enorme
frustração, de não continuar sentir-se quentinho (como ainda estava dentro do
útero), depois de nascido. Para
proteger o psicoemocional do pequeno corpo, seu próprio inconsciente se vale do
recurso de auto desafio, à fim de não fazê-lo ficar pensando na falta de afeto
o tempo todo, mantendo-o ocupado a maior parte do dia. Em face disso, o que vemos nas escolas principalmente
de ensino fundamental II e médio, são alunos peraltas, hiperativos, inquietos,
desafiando autoridade de professores e inspetores e sendo constantemente
advertidos e punidos, sem contudo melhorar sua conduta (quando não mantém ou piora).
Apesar do quadro de aparente falta
de governabilidade, é possível reverter a postura e fazê-los focar novamente,
tanto nos estudos quanto na obediência e bom comportamento. As próprias crianças mal sabem porque agem
desta forma e pensam estar gostando do que fazem. O ambiente escolar cumpre simultaneamente
dois papéis. De um lado é o ambiente onde podem extravasar (quando saem do
controle e supervisão dos pais). Do
outro o de continuidade da postura autoritária dos pais, ao puní-los compulsoriamente,
sem que possam refletir sobre sua postura. Para eles isso é como uma afronta, uma
provocação, que não trás resultados benéficos para o aluno, mantendo sempre o mesmo
cabo de guerra entre alunos, pais e escolas.
Tudo que a escola, pais e
cuidadores devem fazer é corresponder à expectativa inconsciente de auto
desafio, pois isso os deixará mais tranquilos, menos agitados e mais participativos.
Podemos corresponder ao auto
desafio através de algumas medidas, tais como:
a) Transferir aos alunos e filhos, a oportunidade de tomarem
decisões;
b) Fazer uso de barganhas, satisfazendo o de
interesses de ambos;
c) Fazê-los entender que nem tudo que desejam é possível;
d) Não fazer uso de temperamentos intempestivos (brigas e
broncas);
e) Preferir sempre o diálogo, à ordens.
f) Ofereça sempre o coração e os ouvidos para qualquer conversa.
g) Usem sempre da verdade, sem embromações e mentiras.
h) Mesmo que não sejam religiosos, faça com que conheçam à Deus.
i) Procure sempre colocá-los na condição inversa, para compreender
o que não aceita.
j) Ao invés de apenas dizer "não", explique também o
porquê.
k) Quando filhos se rebelam nunca é de graça. Ouça, descubra e ensine.
m) Limites devem vir apenas do entendimento, não de uma ordem.
n) Drogas é involuntário,
Tolerância e controle emocional são a vacina e isso só se consegue nas boas relações.
Filhos não se rebelam, eles apenas nos dizem (ainda que não de forma clara)
que algo está falhando e que precisamos investigar e corrigir em tempo
hábil. Uma tripulação unida é a certeza
de uma viagem segura. Pense nisso.
Professor Amadeu Epifânio
Pesquisador / Psicanalista
PERSONALIDADE REATIVA COMPORTAMENTAL
Influência Pregressa em Respostas Emocionais
Corrigindo Passos para um Caminho + Seguro.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
DIVERSIDADE DE TRANSTORNOS II
A EXTENSÃO DOS SENTIMENTOS.
Ter uma forma de transtorno é uma
experiência única e, na maioria das vezes, bastante dolorosa, incompreendida, censurada,
quando não, desprezada por aqueles que estão tão próximos, o que só faz piorar
ainda mais a situação, causando enorme sensação de abandono e desprezo, nos
fazendo mergulhar ainda mais no sofrimento.
Só quem sofre pode mensurar o que
sente. Pode também estender sua
percepção, para condição e lugares, nos quais gostaria de esconder-se de toda
dor que sente. O único problema é que,
lugares e condições como essas, podem nos fazer entrar de forma até fácil,
porém nos dificulta de deixá-los quando queremos. São condições que nos é oferecida por nosso
inconsciente, como uma forma de conter a dor, quando nossas forças se exaurem,
nos impedindo de procurar por ajuda.
Quem sofre e não tem apoio nem ajuda,
muitas vezes não deseja estar onde está, por frustrar-se com quem deveria
acolher. Deseja tanto fugir e mesmo que
não consiga, sua determinação faz com que seu inconsciente procure alternativas
viáveis e proporcionais à intensidade da dor.
Não.
Não estou falando de loucura ou demência, estou dizendo que quando não
aceitamos nossa condição de transtorno (mais por não entender do que pelos
sintomas que gera), a gerência de nossas ações passa à ser governado por nosso
inconsciente, como fosse ele o nosso "imediato", ou seja, nosso
substituto quando não temos condições emocionais para administrar nossa
condição atual. Nessa hora perdemos
momentaneamente o controle e tudo que doravante acontece, dá-se por comando
inconsciente, motivado por experiências emocionais presas desde quando foram
geradas.
Essas experiências, responsáveis por
terem gerado o respectivo transtorno, se constituíram numa fase precoce da
infância, que pode ter sido entre a fase gestacional até os três ou quatro
anos, em média, podendo ser uma pouco mais, à depender do ambiente e capacidade
cognitiva da criança. Experiências não necessariamente traumáticas, se levado
em conta a baixa capacidade cognitiva para entender o que acontece à sua
volta. Contudo, nossos sintomas quando
adultos, tornam-se intensos porque a experiência vivida pela criança é potencializada
proporcionalmente por sermos adultos, considerando nossas condições
psicoemocionais em lidar com algo desconhecido e ao mesmo tempo, doloroso.
Imagine você num ambiente totalmente
escuro e de repente sente que algo pontudo tocou-lhe a perna ou o braço. Imediatamente já nos causa certo medo, apenas
por não sabermos do que se trata, se esbarramos em algo ou algum inseto nos
picou e, até descobrir (e dependendo de pessoa à pessoa), podemos ficar em
estado ansioso, de medo ou mesmo de pânico.
Nos casos de transtorno, quem vivencia a experiência é a criança que,
por não ter compreendido o que houve, restou pra nós, adultos, vivenciar as
sensações que ela teve, potencializados agora, por nossa idade adulta.
Por não termos idéia de tudo isso,
acabamos por criar (imaginar) situações, com o intuito de tentar justificar o
tamanho da dor que carregamos, cuja a imaginação pode ir além do real, por não
termos a real idéia do que nos "picou".
Nosso inconsciente procura sempre,
nos dar respostas para conter ou nos confortar de nossas dores ou sofrimentos,
proporcionais à intensidade dos mesmos.
São dois os personagens que tem essa função, ou seja, o Ego e o Id. Ambos irão valer-se do que já tivermos
adquiridos, entre informação, conhecimentos e experiências, que poderão vir à
ser utilizados em nosso favor. A
prioridade é sempre do Ego, como administrador racional, valendo-se de
informações e conhecimentos de caráter útil e saudável, de efeito momentâneo ou
prolongado. Quando acha o que quer,
nossa resposta é uma sensação de alívio, seja de dor, estado de tensão,
ansiedade ou sofrimento.
Quando não encontra o que procura (em
tempo hábil, diga-se de passagem), quem assume o dever de ajudar o corpo em sua
demanda é o Id. Este corresponde aos
nossos impulsos, nem sempre maduro ou racional, porque é influenciado por
experiências infantis, cuja resposta pode nos gerar sensações de explosão de
raiva, crises de choro, agressividade verbal ou física (quando não pior),
etc. Pode também, dependendo da
influência, nos levar ao isolamento, retração e até depressão.
Já mencionei em outro artigo, que nós
humanos, também temos nossas "caixas-preta". Numa estão gravadas todo
nosso conhecimento adquirido, enquanto na outra, nossas experiências emocionais
mais intensas, graves ou não. Essas
caixas são abertas sempre em momentos de demanda e, dependendo do momento,
tanto uma quanto as duas podem ser abertas e ter vazadas todo seu conteúdo, que
poderá nos proporcionar sensações tanto de alívio quando de tensão. Outra condição em que elas são abertas é
durante terapia, análise, crise alcoólica e dependência química.
Para evitar que tenhamos como
respostas, sensações piores do que já temos e carregamos, devemos procurar por
adquirir conhecimentos úteis, saudáveis, éticos, morais, religiosos (este de
boa procedência, do contrário nos reportemos diretamente à Deus). Basta se perguntar como gostaria de reagir em
determinadas situações de tensão (em qualquer grau).
Outro exemplo que posso dar: Como gostaria que tivesse o sabor de uma
vitamina de frutas que está preparando ?
saboroso imagino. Então nos resta
selecionar bem, as frutas que desejamos e seu estado de consumo, não concordam
? Tal como em toda refeição que preparamos,
não é verdade ? Na vida é a mesma coisa.
Qualquer estado de dor ou sofrimento
pode ser revertido se, nos propusermos à buscar o que gostaríamos de ter como
resposta. Mesmo a dor da partida de um
ente muito querido, pode ser confortada se tivermos a proximidade de Deus Nosso
Pai e de seu conforto acolhimento. Acredite.
Professor Amadeu Epifânio
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